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Dinheiro extra, só para Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça

31/01/2020

O governador Rui Costa alega em defesa de seu projeto de reforma previdenciária que não pode, em função dos servidores do estado, prejudicar toda a população, sobretudo os mais pobres, com déficits que deixam o governo impossibilitado de investir em inúmeras carências emergenciais.


"Quem paga esta conta é o povo pobre que vive nas favelas, que trabalha como ambulante, é a empregada doméstica, o motorista de ônibus, os 92% do povo baiano que ganha até dois salários mínimos”.


Coberto de razão está o governador. Estaria com mais razão, porém, se aplicasse o mesmo raciocínio aos deputados e juízes, com seus respectivos apadrinhados e servidores. 


Todos os anos, a despeito do altíssimo valor, que marcha para o bilhão, num universo de 63 deputados e alguns poucos milhares de servidores, a Assembleia Legislativa estoura o orçamento e recebe dinheiro extra, sempre muito, do Executivo.  No final de 2019, por exemplo, foram-se mais de R$ 100 milhões. 


O mesmo se dá com o Tribunal de Justiça. No Judiciário, o gasto anual aproxima-se dos R$ 3 bilhões. E a despeito de receber pontualmente seus repasses, muito diferente por exemplo, das universidades estaduais, é incapaz de fazer as despesas caberem dentro da receita, isto mesmo prestando um mau serviço à população.

 

Portanto, mais do que falta dinheiro nos cofres do estado, falta aos servidores comuns o chamado poder de barganha.

 

 

 

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