Abaixo-assinado é nova arma na disputa Helyos x prefeitura

04/09/2019

Iniciado pela usuária Cecília Rolim, do site de petições online Avaaz, um abaixo-assinado em favor das passarelas do Colégio Helyos que começou a circular no final de semana supera nesta quarta-feira (04) a marca de 1.500 adesões.

 

O colégio tenta desde o segundo semestre de 2017 instalar  as passarelas, que foram embargadas pela prefeitura logo após o início da construção. Agora uma decisão judicial manda fazer a demolição em até 120 dias. A não ser que nesses quatro meses consiga regularizar a situação junto à prefeitura, o que vem tentando fazer há dois anos, sem receber resposta da secretaria de Desenvolvimento Urbano.

 

O colégio alega questões de segurança para que o trânsito dos alunos entre suas diversas instalações seja por este meio, sem necessidade de ir para a rua. De fato são fartos os relatos sobre a insegurança na região, bairro Santa Mônica. Os alunos, quase todos pertencentes à elite econômica da cidade, são alvos preferenciais da investida de ladrões e a escola mantém vigilantes no entorno a fim de inibir os roubos.

 

A questão vai muito além da obra em si. A pendenga com o Helyos - que com o advento do Enem revelou-se uma das escolas com melhor desempenho em todo o país e foi a melhor da Bahia em todas as edições - não é uma questão de ordem, ou administrativa, ou de respeito a normas do município ou qualquer coisa técnica. É política. 

 

A escola particular é comandada pelo professor Teomar Soledade, que não gosta de José Ronaldo, reprova seus métodos e demonstra isso de forma ostensiva em artigos contra as escolhas e a performance da administração municipal sob comando do ex-prefeito.

 

O impasse em torno das passarelas, segundo uma nota pública distribuída pela escola e assinada pelo seu dirigente, é somente um entre vários que configuram uma guerra permanente do município com o estabelecimento de ensino. Haveria também diversos embargos e negativas em dar resposta às solicitações que por lei a pessoa jurídica é obrigada a fazer.

 

O preocupante é verificar que, estando formalmente o Executivo sob comando do sucessor, não melindrar o ex continue a ser determinante para a tomada de decisões no município.
 

 Foto: Ed Santos, Acorda Cidade

 

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