Denise, Cleudson e outros agentes públicos implicados pelo MP no caso COOFSAÚDE

23/01/2019

 

 

 

Um organograma que aparece na página 18 da denúncia apresentada pelo Ministério Público à Justiça sobre o caso COOFSAÚDE (imagem acima) coloca a secretária de Saúde, Denise Mascarenhas, lado a lado com os gestores privados acusados da fraude que teria provocado segundo os promotores prejuízo superior a R$ 70 milhões ao longo de dez anos no município de Feira de Santana.


Além de Denise, surgem como integrantes do que o MP chama de "núcleo político administrativo", o procurador geral Cleudson Almeida, o procurador José Gil Ramos Lima da Penha e o presidente da comissão de licitação, Antônio Rosa de Assis. 


Na breve passagem sobre os agentes públicos incluída no texto, comenta-se que eles foram "responsáveis por controlar a execução orçamentária e viabilizar os reiterados desvios de recursos".


Apesar de ficar claro que o MP considera que houve participação ativa dos agentes para concretizar o saque aos cofres públicos, esta primeira denúncia é restrita aos gestores privados e não há muito detalhamento sobre os servidores nem se fala de qualquer vantagem que tenham recebido. Entretanto se ressalva que outros nomes podem surgir à medida que a investigação avança. 


São numerosas as ações destinadas a viabilizar o roubo, o que pressupõe a atuação de um grupo de pessoas. "Cabia-lhes disparar os processos licitatórios em valores arbitrários e superestimados, garantir a vitória da COOFSAÚDE, assegurar a regularidade jurídica de todas as fases do certame, não promover a devida fiscalização dos contratos, atestar a execução de serviços ainda que não totalmente prestados, efetivar as transferências de recursos mesmo diante de notas fiscais ideologicamente falsas, dentre outros comportamentos", diz a acusação.

 

OBSERVAÇÃO: todo o conteúdo acima baseia-se no documento de 51 páginas apresentado pelos promotores à Justiça, e que embasou o pedido de prisão preventiva, afinal concedida contra os denunciados, que já estavam em prisão temporária. O site Sala de Notícia coloca-se à disposição dos citados para que apresentem suas versões do que foi relatado pelo Ministério Público. Contatos podem ser feitos pelo email redacao@saladenoticia.com.

 

 

 

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