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Operação prendeu médico Haroldo Dourado e o irmão Helton. Office-boys laranjas movimentaram milhões

19/12/2018

 

O médico Haroldo Dourado Casaes e o irmão dele também médico, Helton Dourado Casaes, foram presos na operação contra a cooperativa COOFSAÚDE, que ocorreu nesta terça-feira (18) em Feira de Santana, com a participação do Ministério Público, Receita Federal e Controladoria Geral da União.

Trecho da decisão judicial

 


Na decisão do juiz Ícaro Almeida Matos, de Salvador, Haroldo é apontado como líder da organização e o irmão como mantenedor de uma rede de laranjas. A ordem de prisão também informa que dois office-boys movimentaram milhões em suas contas bancárias, ou seja, eram utilizados como laranjas.


As 10 prisões são temporárias (prazo de cinco dias) e servem para que se possa coletar depoimentos e mais provas para a investigação, iniciada em 2016 e que já conta com centenas de páginas no processo. 


Segundo os órgãos de controle, em um ano e meio houve desvio de mais de R$ 20 milhões em Feira e ao longo de três anos, mais de R$ 100 milhões em contratos em todo o estado.


A ordem de prisão detalha a participação de cada envolvido. Haroldo Dourado é citado como "líder da organização e maior beneficiário com o esquema, tendo inclusive constituído instituição bancária (Sicoob)".


Helton é tido como sócio oculto do irmão Haroldo e que "mantém uma rede de laranjas utilizados pela organização".


Os nomes de Salomão Abud do Valle, Rogério Luciano Dantas Pina, Diego Januário Figueiredo da Silva e Aberaldo Rodrigues Figueiredo aparecem como pessoas que integram ou integraram a direção de empresas associadas usadas no processo de lavagem do dinheiro. 

Segundo as autoridades há necessidade das operações de fachada com as empresas e laranjas porque formalmente uma cooperativa não pode ter lucro. Por isso, operações fictícias com outras empresas participantes do esquema são utilizadas para que o dinheiro retorne aos que atuam como proprietários da cooperativa.

 

Também colaboraram de alguma forma para a movimentação de dinheiro os office-boys utilizados como laranjas, Januário do Amor Divino (Zeca) e Cleber de Oliveira Reis. "Apesar de serem office-boys movimentaram milhões nas respectivas contas bancárias", conforme a decisão judicial.


Foi preso ainda o contador Robson Xavier de Oliveira, investigado pela utilização dos  seus conhecimentos, "para o branqueamento de dinheiro, além de indícios indicarem sua ligação com pessoas suspeitas de atuarem no esquema de lavagem, tendo recebido vultosa quantia".


Ao deferir as prisões, o juiz Ícaro reconheceu nas informações dos autos do processo, "indícios concretos da existência de complexa e sofisticada organização criminosa, que atua por intermédio e sob o manto da COOFSAÚDE (que seria uma cooperativa apenas de fachada), sendo os representados suspeitos de promoverem fraude a licitações, imposição de sobrepreços em contratos de fornecimento de mão de obra na área de saúde, desvio de dinheiro público na saúde dos munícipes de Feira de Santana".


As empresas citadas como integrantes do esquema, são Licitar Assessoria e Consultoria Contábil Ltda, AGMED Serviços e Intermediação de Negócios, Abud Argollo Serviços e Treinamentos e RD Treinamento Gerencial e Apoio Administrativo.

 

 Foto de dinheiro apreendido divulgada pelo Ministério Público

 

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