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Poderá Bolsonaro livrar a cara de José Ronaldo?

05/10/2018

 

Pelo menos desde 1990 nunca um candidato nas eleições baianas tomou uma surra eleitoral tão grande quanto a que as pesquisas preveem para José Ronaldo domingo (já com o resultado de 2018, trarei os números detalhados segunda-feira). 

 

Mas as pesquisas até agora divulgadas não captaram o impacto da adesão explícita de última hora do candidato do DEM (em tese aliado de Alckmin, do PSDB) a Jair Bolsonaro (PSL). Pois tal adesão pública só ocorreu de surpresa no debate da TV Bahia, na noite de terça-feira (02), embora tenham ocorrido antes várias iniciativas que aproximaram Ronaldo do candidato líder da corrida presidencial.

 

Haverá uma última pesquisa do Ibope a ser divulgada no sábado pela TV Bahia. Mesmo antes dela porém é possível perceber que os bolsonaristas abraçaram com entusiasmo a causa.

 

Ainda mais que na quinta-feira foi o próprio Bolsonaro quem deu um passo adiante na aliança, com um vídeo improvisado agradecendo a José Ronaldo e atacando o PT.

 

Como a Bahia é um dos principais redutos petistas, o previsível é que o acordo de última hora ajude a evitar um vexame na urna, mas seja insuficiente para levar a um segundo turno.

 

RELAÇÃO ESTREMECIDA

 

Outra questão é como ficará a relação de Ronaldo com ACM Neto e demais caciques da fragilizada oposição na Bahia.

 

O apoio precoce a Bolsonaro, não combinado com os correligionários, trouxe constrangimento não só a Alckmin como ao prefeito de Salvador, porque este é o coordenador nacional da campanha tucana.

 

Ao mesmo tempo esvaziou a autoridade de Neto na oposição, pois, por iniciativa de Ronaldo, antecipou-se o apoio ao presidenciável no segundo turno, que deve ocorrer contra Fernando Haddad, do PT.

 

Ao desistir na undécima hora de concorrer contra Rui Costa, ACM Neto podia imaginar que a decisão afetaria de alguma forma sua liderança. Mas jamais pensou que o desgaste chegaria a esse ponto.

 

Ronaldo pode estar almejando ainda uma posição em um futuro governo Bolsonaro, já que o deputado não tem uma base partidária formada e precisará ocupar espaço político e preencher milhares de cargos se eleito presidente.

 

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