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Agora é Bolsonaro

07/09/2018

Bolsonaro tinha uma propaganda eleitoral de 7 segundos, mas depois do atentado que sofreu recebe horas ininterruptas de cobertura da mídia, muito mais do que Alckmin terá com seu latifúndio de horário eleitoral.

 

 

Havia ainda muita gente que desconhecia o capitão. E que ouvirá falar dele agora nesse contexto, em que se venderá a ideia de que ele é um herói, quase mártir, que batalha contra a corrupção e foi vítima de um ataque quase fatal por ser o grande inimigo do sistema, o único que representa mudança real, etc.

 

Para crescer, Alckmin precisava bater em Bolsonaro, coisa que ele vinha se esmerando em fazer e não poderá mais, com o  adversário na cama do hospital.

 

A facada pegou em Bolsonaro mas talvez mate a candidatura tucana, pois se for considerado caso perdido Alckmin será abandonado, com toda a direita aderindo ao paciente na UTI, único viável no segmento.

 

O atentado dá a Bolsonaro e bolsonaristas a oportunidade de dizer que violentos são os outros.

 

A vitimização impulsionava o candidato líder das pesquisas, Lula, hoje impugnado.

 

A vitimização impulsionará o novo líder das pesquisas, Bolsonaro, que pode se dar ao luxo agora de não precisar dos ridículos 7 segundos no horário eleitoral.

 

A facada quase mortal jogará Bolsonaro para o alto (segunda-feira o Datafolha fará pesquisa e será o momento para confirmar isso). Os demais concorrentes terão que lutar pela outra vaga.
 

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