PT x PSDB em 1994, 98, 2002, 2006, 2010 e 2014. E 2018 também?

27/07/2018

 

Em 2016 o PT teve um resultado nas urnas que chamar de surra é pouco. De 630 prefeituras ganhas em 2012, caiu para 256. Reflexos dos casos de corrupção, do impeachment de Dilma, da derrocada econômica. O PT parecia estar no caminho da morte.


Mas sobreviveu ou ressuscitou, porque a uma presidente impopular, seguiu-se o presidente mais impopular de todos os tempos. E junto com Temer, ruíram as promessas de um novo tempo glorioso pós reformas. 


Daí que não é nada difícil compreender a preferência do eleitorado por Lula. Afinal durante seu governo o país cresceu e muita gente melhorou de vida. 


Lula entretanto não deve conseguir ser candidato, uma vez que está condenado em segunda instância. Mesmo assim é razoável admitir que pelo menos metade de seus eleitores fieis votem no nome que ele indicar. Os dois prováveis, Fernando Haddad e Jaques Wagner, até agora quando testados nas pesquisas decepcionam. Só que o jogo ainda não começou e nas circusntâncias atuais não é nada absurdo imaginar o PT no segundo turno.


A fase ainda é de montar o elenco e definir as táticas, porém mesmo neste pré-jogo, a camisa pesa. E o peso da camisa atraiu o Centrão para o time do PSDB de Geraldo Alckmin.


Ele terá quase metade do horário eleitoral gratuito. Muito mais do que todos que estão à sua frente nas pesquisas: Ciro, Bolsonaro e Marina.


Nem adianta pensar que ninguém assiste ao horário eleitoral, porque vemos eleição após eleição a definição do voto ocorrer a partir destes programas.


Também eleição após eleição se anuncia que a mídia digital, a internet, é quem vai dar as cartas. Até hoje não ocorreu. Bolsonaro e sua torcida apostam que vai ser agora. Mas com menos de 10 segundos de propaganda por dia no horário eleitoral, a eles não resta alternativa senão redobrar a fé nos celulares computadores, WhatsApp e Facebook.


É claro que a aliança do tucano com a maior parte da turma atolada na corrupção traz seus inconvenientes. Mas ele não tinha opção. Esta aliança será o grande teste para se saber até onde vai a tolerância do eleitor com o crime do colarinho branco. Mas não é nada absurdo imaginar o PSDB no segundo turno.


Sendo assim, corre-se o risco de que tenhamos uma guinada de 360 graus, como dizia aquela moça e paremos no mesmo cenário PT x PSDB, que ocorreu em todas as eleições desde a democratização, com exceção da primeira, em 1989.
 

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