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APLB testa Colbert, ensaiando greve

23/06/2018

O relacionamento de José Ronaldo com a APLB não era bom. Mas a dirigente do sindicato dos professores, Marlede Oliveira, é um raro caso de alguém que fazia o ex-prefeito ceder. O resultado é que ele sempre atendia às reivindicações.

 

A última refrega importante foi quando Marlede exigiu uma redução de carga horária, alegando necessidade de dar tempo aos professores para Planejamento.

 

Para fazer tal concessão era preciso contratar mais professores, para que substituam em sala de aula os que estão no horário da "reserva da carga". 

 

A prefeitura diz que já contratou mais de 800 profissionais em seleção no ano passado e que cumpre o acertado com o sindicato. A APLB diz que a prefeitura está enrolando, sem liberar o benefício a todos. Por isso decidiu com os professores em assembleia, entrar em "estado de greve". As escolas fazem agora o recesso junino, portanto greve mesmo só poderá ocorrer no segundo semestre.


É um teste para o novo prefeito, Colbert Martins, que já declarou ter como meta melhorar a nota de Feira no Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, avaliação bienal feita pelo Ministério da Educação em todo o país.


Marlede foi além. Disse que a educação está "um caos" no município, em discurso na tribuna da Câmara de Vereadores. "Falta merenda, farda e professor", acusou.

 

A secretaria municipal de Educação nega todas as acusações e emitiu a nota que reproduzimos abaixo:


Não há falta de merenda nem de fardamento nas escolas municipais, portanto, não têm fundamento as reclamações da diretora da Aplb, Marlede Oliveira que, por sinal, não cita nenhuma escola em sua fala. 

 

Com relação ao terceiro item reclamado pela sindicalista, a Seduc esclarece que vem cumprindo o acordo feito com os professores no ano de 2017, segundo o qual, o governo municipal se comprometia em promover gradativamente a redução da carga horária dos professores até o ano de 2020.

 

O acordo prevê a reserva escalonada: 2 horas em 2016; 2h em 2017; e mais uma hora para cada ano entre 2018 e 2020, totalizando 7 horas para os professores cuja carga horária é 20 h/semanal. Para os professores que atuam em regime de 40 horas/semanal, a reserva dobra, até 2020 serão reservadas 14 horas.

 

Por outro lado, neste período do ano, quando apenas se conclui o primeiro semestre, a Seduc informa que atingiu o índice de 75% da redução da carga horária programada para 2018. Logo, não há irregularidade, uma vez que o ano ainda está em curso. 

 

Para realizar a reserva de carga horária, a Secretaria de Educação adotou uma série de medidas: convocou 100% dos professores aprovados no último concurso público, realizado em 2012, contabilizando o número de 600 novos professores que ingressaram recentemente na Rede Municipal; realizou em 2017 uma nova seleção pública para contratação de educadores através do Regime Especial de Regime Administrativo (REDA), que permitiu o ingresso de mais 840 professores; e dobrou a carga horária de outros 150 professores que já estavam na Rede Municipal de Ensino.

 

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