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Ronaldo e Tarcízio: Amigos para sempre, again

07/06/2018

 

Manifestando apoio, com a sucinta legenda "Encontro com nosso candidato a Governador!", o ex-prefeito Tarcízio Pimenta postou no Facebook ontem (06) foto com o candidato do DEM, José Ronaldo, também ex-prefeito de Feira de Santana.


A foto gerou polêmica, com muitos internautas expressando reprovação, por considerarem que o governo Tarcízio foi boicotado pelo grupo de Ronaldo.


Em 2008 o então prefeito já exercia o segundo mandato seguido e não podia disputar reeleição. Tarcízio era o político com maiores votações dentro do grupo ronaldista na época, mas não tinha afinidade com Ronaldo. Ao contrário, vivia alfinetando o líder do grupo e ameaçando romper caso não fosse escolhido candidato. A vaga tinha muitos candidatos, como Carlos Geilson, Fernando de Fabinho, Eliana Boaventura e Jairo Carneiro. Os três últimos, preteridos, acabaram indo para o lado do grupo governista no estado (Fabinho atualmente está de volta ao ex-carlismo).

Sob pressão da cúpula estadual do DEM, que não podia perder a mais importante prefeitura que detinha (ACM Neto só venceu em Salvador na eleição seguinte) Ronaldo cedeu às pretensões do aliado incômodo, que na época era filiado ao mesmo partido.


A eleição foi vencida, mas em compensação, o governo Tarcízio foi tutelado. O secretariado que acompanhava Ronaldo permaneceu. 


Especulava-se muito sobre um rompimento de Tarcízio, para se aliar ao governo petista. O prefeito alimentava as especulações, era assediado pelo petista Zé Neto, mas nunca rompeu.


Desgastou-se com os dois lados e com a população. No final do mandato, à medida que ficava clara a rejeição do eleitorado, Ronaldo (que manteve viva sua imagem quando foi candidato ao Senado em 2010) voltou à cena local para colocar-se como candidato, agora adversário de Tarcízio. Então os secretários mais identificados com o ex (Carlos Brito, José Pinheiro e João Marinho) largaram o governo, pra retornar meses depois, quando Ronaldo deu início ao terceiro mandato, em 2013. Tarcízio foi o último colocado da eleição. Teve 6% dos votos, enquanto Ronaldo ficou com 66%.


Romperam, mas sem grandes rusgas. Depois ocorreu a cartada que hoje ajuda a manter Tarcízio como aliado. 


O governo do antecessor foi alvo de inúmeras acusações de corrupção. Algumas delas chegaram ao Ministério Público e viraram processos no Judiciário. O Tribunal de Contas dos Municípios reprovou contas do último ano de mandato. Bastaria a Câmara ronaldista confirmar a decisão do tribunal. Ao invés disso, os vereadores que só fazem o que Ronaldo manda, aprovaram as contas. Se tivesse contas rejeitadas, Tarcízio ficaria inelegível. Ficou "somente" devedor de Ronaldo (embora nunca tenha havido de público uma declaração do hoje candidato ao governo confirmando a orientação aos vereadores).


EM TEMPO: Ronaldo não postou em seu atualizadíssimo Facebook a foto com Tarcízio.

 

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