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Fila do transplante de córnea caiu pela metade em um ano de campanha

29/04/2018

 


No dia em que completou um ano que foi lançada a campanha para zerar a fila de espera por uma córnea, o Banco de Olhos da Bahia, que funciona no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), recebeu um par de córneas de um jovem de 21 anos, vítima de um acidente de moto, em Alagoinhas. A campanha foi lançada em 27 de abril de 2017 e reduziu a fila em 50%.


Atualmente, na Bahia, são 1672 pessoas na fila à espera por um órgão. A maior demanda é para o transplante de rins, com 957 pessoas inscritas. Em seguida, vem córneas com 700, fígado com 11 e quatro pessoas estão à espera de um pulmão. 


“Por isso, a importância da conscientização e mobilização da sociedade para a doação, embora reconhecendo que seja um momento muito delicado”, explica a coordenadora da Central de Transplantes, América Carolina. Ela acrescenta que quem autoriza são parentes até o terceiro grau, além dos cônjuges.


No caso de Alagoinhas, após os médicos confirmarem a morte encefálica do jovem, os familiares decidiram doar além das córneas, os rins para o Hospital Ana Nery (HAN), unidade da rede própria da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), e o fígado para o Hospital Português, unidade privada, que realiza o transplante pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


A coordenadora América Carolina Sodré explica que como a cidade fica a 120 quilômetros de Salvador, a coleta dos órgãos envolveu, além da equipe médica, a “equipe do Grupamento Aéreo da Polícia Militar que, junto com aeronaves da Casa Civil, estão sempre à disposição da Central de Transplantes”. 


Os 1.350 inscritos do início da campanha ‘Rumo à Fila Zero de Córnea, viraram 700. A campanha inclui a realização continuada de atividades educativas na rede hospitalar, inclusive no interior do estado, para conscientização dos profissionais de saúde quanto à notificação de óbitos viáveis para doação de córneas; palestras em diversos segmentos da sociedade como empresas, escolas, faculdades, além do apoio voluntário de artistas que, através de vídeos veiculados nas redes sociais informam à sociedade a importância da doação de córneas.


A coordenadora da campanha, Marli Souza Nascimento, ressalta que zerar a fila é um ganho imensurável para a sociedade, pois os problemas na córnea com indicação de transplante geralmente acometem o indivíduo na fase produtiva. Isso significa que, muitas vezes, ele fica impedido de realizar suas atividades laborais. “São pessoas que têm suas vidas interrompidas e o transplante de córnea é a única forma de tratamento”, justifica.
 

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