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PT sem nome feirense para estadual

14/04/2018

 

Com a decisão de Alberto Nery, que nesta semana anunciou na tribuna da Câmara que desistiu da candidatura (veja o vídeo abaixo), o PT não terá nenhum nome de Feira de Santana para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Nenhum nome, digo, competitivo, excluindo aqueles que entram só pra compor a chapa e obtêm um punhado de votos.


O partido segue na cidade como um apêndice do seu único candidato forte, Zé Neto, que em 2018 pretende trocar o Legislativo estadual pelo federal. Pela lógica, é uma eleição garantida, já que nos pleitos anteriores ele vem sendo o mais votado do partido no estado. Como Zé Neto é importante mas não é dois, desta vez o PT de Feira tem candidato a federal mas não tem a estadual.


Em 2014, Ângelo Almeida ainda concorreu pelo PT e foi o quinto mais votado na cidade, com 14.512 eleitores. Tornou-se suplente, exerceu por um ano o mandato na Assembleia e no processo de discussões para a eleição municipal de 2016, mudou para o PSB, percebendo que não teria espaço para crescer no PT. 


Talvez agora em 2018 Ângelo se beneficie da falta de outro candidato forte local a deputado. O esforço de Zé Neto será transferir votos para o correligionário Robinson Almeida, importado de Salvador. Robinson foi secretário de Comunicação no governo Wagner e concorreu a deputado federal em 2014. Obteve em Feira 6.020 votos e foi o sétimo mais votado.

 

Ficou como suplente, mas com a convocação, para o secretariado de Rui Costa, de deputados eleitos, conseguiu exercer parte do mandato em Brasília. Atualmente anda a tiracolo de Zé Neto, tentando passar a imagem de alguém que conhece e frequenta a cidade. Pelo menos é melhor do que aqueles que deixam para fazer essa figuração tão somente no período mesmo da campanha. Pode ser que Robinson acabe se inteirando das necessidades do município e, caso eleito, se torne um legítimo representante de Feira de Santana.


A escassez de nomes no PT feirense, no entanto, demonstra a fraqueza do partido no município. Eleitoralmente, não existe PT em Feira. Existe um petista: Zé Neto. Só. 


Seus correligionários se queixam de que isto é culpa do próprio deputado, que monopoliza os cargos e espaços políticos. Marialvo Barreto, ex-vereador e que também já tentou sem sucesso a Assembleia Legislativa, diz, sem querer entrar  em detalhes, que "não se deixou construir alternativas no PT local. Basta alguém se destacar um pouco e é fritado".


Seja como for, a falta de candidatos é mal presságio para o futuro do PT local.
 

 

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