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Rui fecha Cesta do Povo mas rejeita fechamento de fábrica de fertilizantes

22/03/2018

 

O governador da Bahia, Rui Costa, prometeu mobilizar a bancada de congressistas baianos e se aliar ao governador de Sergipe, Jackson Barreto, para tentar reverter a decisão da Petrobrás, de paralisar as fábricas de fertilizantes na Bahia e no estado vizinho.

 

Ele chamou a decisão de "inconsequente e irresponsável" e a atribuiu não à administração da empresa petrolífera, mas ao governo federal, que estaria executando um programa de desmonte da própria Petrobrás, da indústria naval, da construção civil.

 

"Não podemos aceitar em hipótese nenhuma o que eles estão fazendo, desmontando a indústria brasileira, desmontando o Brasil e aumentando o desemprego. Fica meu repúdio, minha indignação, como baiano, como cidadão, como governador", exaltou-se, durante seu programa semanal em vídeo pela internet.

 

PREJUÍZO

 

O motivo alegado pela Petrobrás para tomar a atitude é o prejuízo permanente no segmento de produção de fertilizantes. O prejuízo da fábrica baiana em Camaçari foi de R$ 200 milhões no ano passado. Na unidade sergipana, de R$ 600 milhões. Zerar este valor em Sergipe já eliminaria o déficit anunciado pela estatal em 2017, que foi de R$ 446 milhões, no balanço divulgado no dia 15.

 

Ou seja, para a Petrobrás faz tanto sentido encerrar estas fábricas como faz para Rui Costa vender a deficitária Ebal, dona dos supermercados Cesta do Povo.

 

No caso dos fertilizantes o que gera o déficit, segundo a empresa petroleira, é que o principal insumo, o gás natural, tem custo muito elevado.

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