Mulher se passava por homem nas redes sociais para cometer estelionato sexual

08/03/2018

A estelionatária Andreza Souza Dias Souza foi presa durante a Operação Perfil Falso, comandada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), acusada de cometer delitos de estelionato e violação sexual mediante fraude contra dezenas de mulheres em diversas cidades da Bahia. 

 

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), a operação, deflagrada neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, teve como objetivo interromper uma sequência de crimes praticados por Andreza iniciada em 2013, na capital.

 

De acordo com promotores de Justiça do Gaeco, que conduziram a investigação, a estelionatária abordava mulheres por aplicativos de mensagens ou sites de encontros amorosos e se passava por pessoas do sexo masculino, utilizando imagens de terceiros em redes sociais e até manipulando a sua voz.

 

Sexo com vítimas


Além disso, a investigada praticou estelionato sexual, tipificado como violação sexual mediante fraude com algumas mulheres, crime previsto no art. 215 do Código Penal. 

 

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta (8), a promotora Ana Emanuela Meira, coordenadora do Gaeco, explicou a forma de atuação da investigada. Segundo ela, quando as vítimas pediam para ter contato pessoal com o perfil masculino, era apresentada uma sobrinha, que se tratava da própria investigada, com quem as vítimas começavam a manter um relacionamento pessoal.

 

Prisão preventiva


Os promotores de Justiça e agentes do Gaeco cumpriram o mandado de prisão preventiva contra Andreza e três mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Jesus e Nazaré, no Recôncavo, em endereços frequentados pela investigada. 

 

Foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e documentos relacionados ao caso. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara dos Feitos Criminais da Comarca de Salvador.

 

A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança Institucional e Investigação (CSI); do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH) e do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem), que ofereceu suporte emocional às vítimas; de promotores de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia; e da Polícia Militar, por meio da Companhia Independente de Policiamento Especializado – Litoral Norte (Cipe).

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