PF diz que Wagner foi beneficiado com propina em esquema da Arena; 15 relógios de luxo foram apreendidos

26/02/2018

 

O ex-governador da Bahia e atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), Jaques Wagner (PT), foi beneficiado com pagamento de propina em um suposto superfaturamento nas obras de demolição e construção da Arena Fonte Nova. A informação foi divulgada pela Polícia Federal (PF), que cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Wagner nesta segunda-feira, 26, durante a Operação Cartão Vermelho.

 

"É sabido que ele tem muito interesse em relógios. Hoje foram apreendidos cerca de 15 relógios de luxo. A gente ainda vai analisar o valor desses relógios, porque vai ser submetido à perícia técnica para calcular o valor", afirmou a delegada da Polícia Federal Luciana Matutino Caires. "Tinha para ele e tinha para dar de presente."

 

De acordo com a PF, delatores da Operação Lava Jato informaram que o petista teria recebido R$ 82 milhões. Desse total, R$ 3,5 milhões foi declarada como doação de campanha pela Itaipava, de acordo com a polícia. Contudo, os investigadores ainda não conseguiram determinar se o restante foi usado para benefício próprio ou se foi repassado para campanhas eleitorais. 

 

Parte dessse dinheiro, cerca de R$ 500 mil, chegou a ser entregue na casa da mãe do petista, no Rio de Janeiro. De acordo com a PF, a propina também foi repassada para intermediários de Wagner: o atual chefe da Casa Civil Bruno Dauster e o empresário Carlos Dalto.

 

"Em razão das delações da Odebrecht e de material apreendido na OAS, nós verificamos que de fato o então governador recebeu uma boa parte do valor desviado do superfaturamento para pagamento de campanha eleitoral e de propina. Havia dois intermediários, seja pela OAS seja pela Odebrecht que também foram alvo de busca nesta data. Um destes intermediários é o atual secretário da Casal Civil do Governo do Estado da Bahia e outro é o empresário muito próximo do então governador e também foi alvo de busca nesta data", afirmou a delegada.

 

A PF chegou a solicitar que o ex-governador fosse conduzido coercitivamente para depor, assim como chefe da Casa Civil Dauster e o empresário. Mas o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido. Também não foi liberado nenhum mandado de prisão preventiva.

 

Operação

 

Policiais federais fizeram buscas no apartamento de Wagner, que fica no 13º andar da Mansão Victory Tower, Corredor da Vitória, em Salvador. Foram apreendidos 15 relógios de luxo, além de celulares e documentos.

 

Os agentes também realizaram buscas no escritório da empresa Parceria Inteligente, no Max Center, no Itaigara. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão na governadoria, secretaria de desenvolvimento econômico, entre outros órgãos públicos e privados.

 

Com informações do A Tarde e de O Estado de São Paulo

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