Estado economizou quase R$ 25 milhões em três anos com auditoria na folha de pagamento

25/11/2017

 

A Previdência Estadual deixou de pagar R$ 24,7 milhões, entre os anos de 2015 e de 2017, com a exclusão de servidores aposentados e pensionistas falecidos da folha de pagamento. Este valor foi poupado por meio de ações de auditoria e recadastramento, via cruzamento de dados ou ressarcimento e ações judiciais.

 

A Superintendência de Previdência do Estado (Suprev) excluiu da folha 5.468 beneficiários falecidos, sendo que 4.186 eram inativos e 1.282 pensionistas, entre 2015 e 2016. 

Para detectar os benefícios que estão sendo pagos irregularmente, a Superintendência cruza os dados da folha de pagamento da Previdência com informações de óbitos do Sistema Informatizado de Óbitos (Sisobi). “A Suprev tem a responsabilidade e o dever de preservar os recursos previdenciários, realizando ações de controle para coibir pagamentos irregulares”, explica o secretário da Administração, Edelvino Góes. 

Mas, como os cartórios de registros civis do estado ainda não estão todos interligados ao Sisobi, muitos casos de óbitos não são informados à Previdência Estadual. Com a falta de informação, pensões e aposentadorias continuam a ser pagos mesmo após o falecimento dos beneficiários. 

Para suprir a deficiência do Sisobi, a Suprev realiza auditorias periodicamente na folha de pagamento para detectar beneficiários da previdência que faleceram. A superintendência também realiza ações de recadastramento de inativos anualmente.

Também faz campanhas de comunicação para esclarecer a necessidade de familiares de inativos informarem a Previdência quando ocorre o falecimento do seu ente. Assim, evita-se que continuem sendo pagos indevidamente benefícios previdenciários. A comunicação também evita que o Estado venha no futuro a cobrar judicialmente ou administrativamente o que for pago indevidamente. 

Quando a Suprev recebe a informação de que um inativo faleceu e benefícios foram pagos após o óbito, o Estado solicita o bloqueio dos valores correspondentes na Conta Bancária. Desde 2015, a previdência já recuperou R$5,8 milhões junto a instituições bancárias. 

Quando é o caso, a Superintendência de Previdência tenta a devolução dos recursos diretamente pelos familiares ou responsáveis dos falecidos. Também desde 2015, foram fechados acordos de devolução de R$1,2 milhão.

 

Quando não há acordo, o nome do responsável é inscrito em dívida ativa, e o governo ingressa, posteriormente, com ação judicial para reaver os recursos.
 

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