Equipamentos de som apreendidos são destruídos em Feira de Santana

09/11/2017

 

Um total de 1.126 equipamentos de som foram destruídos nessa quinta-feira (9), na Praça do Fórum, em Feira de Santana. A ação fez parte do Programa Feira quer Silêncio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e o secretário Sérgio Carneiro informou que a maioria dos equipamentos destruídos eram paredões de som, utilizados em automóveis. Um trator passou por cima e esmagou todo o material.

 

“Os equipamentos que foram destruídos são aqueles que foram apreendidos, e as pessoas não tiveram o interesse em reavê-los. Não é justo que a gente fique a vida toda guardando esses equipamentos. Nós não temos espaço para isso. Queremos mandar um recado para a população: 'Se tiver um equipamento de som, veja como usá-lo, a quem vai emprestá-lo e a quem vai alugá-lo. Porque se o equipamento for apreendido e a pessoa não recuperá-lo agora, pela nova lei, em 30 dias, o município fará um chamamento público por mais 30 dias, agora não mais esperando 3 ou 4 anos. Após 60 dias, a prefeitura já poderá doar a uma entidade filantrópica ou fazer a destruição", afirmou o secretário.

 

Ainda de acordo com Sérgio Carneiro, quando um aparelho de som é apreendido pelo crime de poluição sonora, para ele ser devolvido, a Justiça determina o pagamento de uma multa ou a realização de serviços prestados à comunidade. Em Feira de Santana, para retirada do aparelho, o valor cobrado pela multa é de um salário mínimo. A metade desse valor é destinada para a secretaria para o ressarcimento do serviço de guarda e vigilância do aparelho e a outra metade é destinada para uma instituição de caridade. Aqueles aparelhos que não são destruídos e podem ser utilizados por entidades filantrópicas serão encaminhados para doação em solenidade realizada até o final do mês pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho.

 

O ambientalista frei José Monteiro Sobrinho considerou a ação de destruição dos aparelhos de som, simbólica, porque não acaba de vez com a poluição sonora na cidade, porém, muito significativa.


Para ele, a cidade estava ensurdecendo com a tamanha quantidade de som em alto volume e Feira de Santana precisa de silêncio.

“O silêncio é boa parte da nossa paz, da nossa saúde física. É um gesto simbólico, mas é um gesto concreto, pedagógico. Está ensinando muito. Que é preciso cuidar da saúde da comunidade. Não é cada um por si, cada um ouve som da altura que quer, a hora que quer, como quer sem pensar nos doentes, na comunidade, nas crianças, sem pensar na saúde da sociedade. É um gesto que está significando muito e está abrindo portas. É uma continuidade do que vem sendo feito para que cada dia mais Feira conheça o que é o silêncio educado que faz bem à alma e ao corpo”, concluiu.

 

Fonte: Acorda Cidade

Fotos: Ed Santos

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