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Traficantes são mortos após tiroteio com a PM no bambuzal do Aeroporto

09/10/2017

 

 

Uma das lideranças da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), o traficante Diego Ferreira Figueredo, conhecido como Açúcar, morreu, na tarde desta segunda-feira (9), após desembarcar no Aeroporto Internacional de Salvador.

 

Acusado de participar de roubo a bancos, homicídios e tráfico de drogas, ele chegou em um voo que saiu de São Paulo e foi recebido por um comparsa, que o aguardava em um veículo Ágile branco. Ao passar pelo bambuzal, na única via de entrada e saída para carros do terminal, os dois reagiram a uma operação policial montada para prender Açúcar.

 

Esperavam pelo traficante equipes da Força-Tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP), Batalhão de Choque, Esquadrão Águia e do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco). 

 

A dupla foi atingida, socorrida para o Hospital Menandro de Farias, em Lauro de Freitas, mas não resistiu aos ferimentos. Até o início da noite, o homem que dava cobertura a Açúcar ainda não havia sido identificado.

Com eles foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e uma pistola. Diego integra a quadrilha que tem como um dos líderes Venicio Barcellar, conhecido como Fofão, capturado na capital paulista (saiba mais abaixo). Ele será encaminhado para Salvador nesta terça-feira (10).

 

Em agosto, outros dez criminosos ligados ao Bonde do Maluco foram presos em uma megaoperação na Região Metropolitana de Salvador e em Aracaju (SE).

 

Na ocasião, 13 armas, entre elas um fuzil M15, de fabricação norte-americana, calibre 556, nove pistolas dos calibres 9 milímetros, ponto 40, 45 e 380 e três revólveres calibres 38 foram apreendidos. A polícia encontrou ainda R$ 85 mil, 21 kg de maconha.

 

“Esses são indivíduos de altíssima periculosidade, que fugiram para outro estado após fecharmos o cerco, mas não por muito tempo”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.

 

Segundo a assessoria da SSP, o policiamento será reforçado na região onde os bandidos atuavam.

 

Quase preso


No último dia 18 de agosto, Diego Açúcar quase foi preso durante a Operação Balão Mágico, também deflagrada pela Força-Tarefa da SSP, em Salvador e Região Metropolitana, além de Aracaju (SE). Na ocasião, dez pessoas ligadas ao BDM foram presas e outra morreu. Dois dos presos estavam em Aracaju, quando foram capturados. 

 

No mesmo dia, foram apreendidos R$ 85 mil em dinheiro, drogas, armas e carros. Segundo o diretor do Draco, Marcelo Sansão, o grupo atuava nos municípios de Simões Filho e Camaçari, na RMS, e começaram a ser investigados em abril deste ano.

 

Morte de líder 


A apuração, no entanto, foi intensificada após a morte do traficante Marcelo Batista dos Santos, o Marreno, um dos líderes do BDM, ocorrida no dia 9 de agosto. Segundo a polícia, ele era o líder da facção e comandava o tráfico na região da Boca do Rio. 

 

Os dez suspeitos estavam em casa, em Salvador e Aracaju, além de Camaçari, quando foram surpreendidos pelos policiais, durante a madrugada de 18 de agosto. As prisões começaram por volta das 3h e todos foram conduzidos para o Centro de Operações Especiais (COE), ao lado do Aeroporto de Salvador.

 

Carta fora do baralho


O coordenador do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro da SSP, Oscar Vieira, contou que Venicio Bacellar, o Fofão, que já está preso, era o líder do grupo. Ele é o 3 de Ouros do Baralho do Crime, e morava na capital sergipana. "Ele tem, pelo menos, quatro identidades. Era quem comandava esse grupo. Tentamos cumprir o mandado de prisão dele, mas ele conseguiu escapar", comentou Vieira, na ocasião. A prisão ocorreu em São Paulo, de onde Açúcar desembarcou nesta segunda.

 

 

 

Segundo a polícia, o principal comparsa de Venicio era o primo dele, André Luís Bacellar da França. Ele seria o responsável por coordenar a área financeira do BDM, recrutando laranjas e fazendo a lavagem de dinheiro da quadrilha. André Luís morava em uma casa de luxo em Camaçari, no mesmo terreno que outros familiares, e foi preso em flagrante em agosto.

 

De acordo com o delegado do Draco, Marcelo Calmon, os policiais encontraram os R$ 85 mil dentro de um cofre escondido num freezer desligado no sótão da casa de André Luís. 

 

Esquema


A polícia informou que André Luís contava com a ajuda de dois gerentes que administravam o tráfico de drogas: Laelson Santana Santos, conhecido como Galego, e outro homem identificado apenas como Lucas. O primeiro morreu durante uma troca de tiros com policiais da Força-tarefa e do Bope, em 18 de agosto. O segundo, conseguiu fugir. Os outros integrantes da quadrilha atuavam no financiamento ou na distribuição das drogas.

 

Foram presos também Mariana Oliveira Costa, Geraildo Silva dos Santos, Wagner Bacellar Costa, Daniela Santos Canuto, Caio Vinícius Nascimento Santos, Maria Auxiliadora Bacellar Costa e Sérgio de Jesus Lima; este último não era alvo da operação, mas estava com Geraildo quando os policiais chegaram e, por isso, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e tráfico de droga.

 

Em Aracaju, os policiais capturaram Luís Henrique Oliveira de Freitas e Juliana Santos Teles da Silva. Todo esse grupo, exceto Sérgio, possuía mandado de prisão. Os dez suspeitos foram indiciados por tráfico de drogas, associação ao tráfico, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma. Dois adolescentes também foram apreendidos por suspeita de envolvimento com a quadrilha.

 

Fonte: Correio

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