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Moro condena Palocci a 12 anos de prisão

26/06/2017

O ex-ministro Antonio Palocci (PT), foi condenado a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime fechado, pelo juiz Sérgio Moro.

 

A condenação divulgada na manhã desta segunda-feira (26) foi pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Palocci foi ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma.

 

A decisão de Moro diz que Palocci recebeu propina para atuar em favor do Grupo Odebrecht, entre 2008 e 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal. Segundo a sentença, ele intermediou propinas pagas pela Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ex-executivos da empreiteira afirmaram que o codinome "Italiano", que aparece em uma planilha de propina, fazia referência a Palocci. Ele nega ser o "Italiano".

 

Palocci ainda terá de pagar R$ 1,02 milh

 

ão em multas, que foram definidas por Moro na sentença: R$ 466 mil pelo crime de corrupção e R$ 559,8 mil por lavagem de dinheiro.

 

Também foram condenados Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira; o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura; e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros. 

 

Dois foram absolvidos: Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, foi absolvido por falta de provas. Rogério Santos de Araújo, ex-executivo da Odebrecht, foi absolvido pela mesma razão.

 

FAÇA O DOWNLOAD DA SENTENÇA

 

VEJA AS PENAS: 

 

João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT: corrupção passiva - 6 anos de reclusão;

 

Eduardo Costa Vaz Musa, ex-gerente da área Internacional da Petrobras: corrupção passiva - 2 anos no regime aberto diferenciado, conforme acordo de delação;

 

Marcelo Bahia Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht: corrupção ativa e lavagem de dinheiro - 10 anos de reclusão, conforme o acordo de delação;

 

Monica Moura, marqueteira do PT: lavagem de dinheiro - 4 anos e 5 meses de reclusão, conforme acordo de delação;

 

João Santana, marqueteiro do PT: lavagem de dinheiro - 4 anos e 5 meses de reclusão, conforme acordo de delação;

 

Renato Duque, ex-diretor da Petrobras: corrupção passiva - 5 anos e 4 meses de reclusão;

 

João Ferraz, executivos da Sete Brasil: corrupção passiva, pena suspensa pelo acordo de delação.

 

Fernando Migliaccio da Silva, ex-executivo da Odebrecht: lavagem de dinheiro - 4 anos e 6 meses de reclusão, conforme acordo de delação;

 

Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, ex-executivo da Odebrecht: lavagem de dinheiro - 4 anos e 6 meses de reclusão, conforme acordo de delação;

 

Luiz Eduardo da Rocha Soares, ex-executivo da Odebrecht: lavagem de dinheiro - 6 anos e 9 meses de reclusão, conforme acordo de delação;

 

Olívio Rodrigues, ex-executivo da Odebrecht: lavagem de dinheiro - 7 anos e 6 meses de reclusão, conforme acordo de delação;

 

Marcelo Rodrigues, ex-executivo da Odebrecht: lavagem de dinheiro - 3 anos de reclusão e 2 anos de serviço à comunidade, conforme acordo de delação.
 

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