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Jorge Portugal e a cultura da violência

22/06/2017

Se Temer disse que só sai do Planalto morto, então que apareça alguém disposto a matá-lo. O assassino não se apresentou (nem poderia anunciar-se, é claro), mas já surgiu um mentor do crime.

 

E o mentor é intelectual, secretário estadual, apresenta-se como educador e poeta na coluna que assina no jornal A Tarde: o professor Jorge Portugal, que em artigo deste dia 20, terça-feira, pergunta no referido matutino com nome de vespertino, "Cadê o Gavrilo Princip brasileiro?".

 

Gavrilo Princip era um anarquista sérvio, que num atentado em Sarajevo, matou a tiros o herdeiro do império Austro-Húngaro em 1914, o que acabou gerando consequências trágicas que deram origem à tenebrosa Primeira Guerra Mundial, que afinal de contas gerou a Segunda Guerra, deixando como saldo dezenas de milhões de mortos.

 

Difícil aceitar que um homem na posição de Jorge Portugal cometa a irresponsabilidade de sugerir o assassinato do presidente da República como alternativa à grave situação política que vivemos.

 

É estupidez pela irresponsabilidade. É burrice por deixar de levar em conta a tragédia que o crime do estudante anarquista desencadeou, tragédia que facilmente poderia se reproduzir sob outra forma no Brasil, caso algum tresloucado acate a sugestão do poeta e educador instalado no governo da Bahia.

 

Talvez para permitir uma futura saída pela tangente caso seja chamado a se explicar, o artigo se encaminha para um tom jocoso e termina apelando à metáfora futebolística, falando em invadir o campo, "quebrar os jogadores no pau e anular a partida na marra", única saída vislumbrada pelo secretário de Cultura.

 

Aproveitando a deixa do autor, observo que abriu-se a oportunidade para o cartão vermelho ao tresloucado secretário do governo Rui Costa.

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