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Doentes de chikungunya sofrem com dores um ano após a infecção

13/06/2017

67,1% das pessoas que tiveram chikungunya no bairro George Américo, continuam sofrendo com artrite (inflamação nas articulações) um ano depois do diagnóstico. O dado foi apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que fez uma pesquisa em parceria com o Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC), na qual foram entrevistados 1.820 moradores.


O bairro foi o que teve o maior número de pessoas contaminadas pela doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e que começou a aparecer em Feira de Santana no ano de 2014 (foram os primeiros casos do Brasil, simultâneos com outros identificados no Amapá).

 

"Esses pacientes recebem acompanhamento e tratamento com infectologista, fisioterapeuta e acupuntura, oferecidos pela SMS", afirma Neuza Santos, enfermeira da SMS.

 

A secretaria está fazendo junto com o ISC uma nova pesquisa, onde estão sendo estudados três vetores de doenças causadas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya). O levantamento está sendo feito em 30 áreas.

 

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Francisca Lúcia Oliveira, alerta que "para o controle do vetor é necessário a parceria da população, combatendo os focos do mosquito". Medidas preventivas podem ser adotadas para evitar criadouros, como não deixar água parada dentro das casas, e o descarte correto de lixo e entulho.

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