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Vacina logo os velhos, secretário

Glauco Wanderley


Sabe quantas pessoas com mais de 70 anos moram em Feira de Santana? Será que a secretaria de Saúde do município faz ideia? Bem, se não faz, uma rápida consulta ao site IBGE Cidades com um celular ou computador conectado à internet esclarece: são 21.509, dos quais 87% na zona urbana e 13% na rural.



A prefeitura afirmou terça-feira em texto sobre o drive-thru de vacinação que recebeu 16.999 doses de vacina (será que essa que falta para completar o número redondo é aquela que quebrou no circo de Zé Neto? Não sei).


Então, o total de vacinas recebidas daria para imunizar com a primeira dose quase todos os idosos da cidade(refiro-me àqueles acima de 70). Mas o governo só nesta sexta (05) abriu para os que têm mais de 95 anos e ainda acrescentou um burocrático cadastramento para agendar a picada urgente.


Quando digo que daria para vacinar quase todos os idosos acima de 70 não estou me esquecendo da prioridade aos trabalhadores do setor de saúde que atuam diretamente com pacientes de covid. Estes - não sei quantos são - tinham mesmo que ter prioridade. Quem não tinha que ter é dentista, personal trainer, professor de educação física ou mesmo médico e enfermeiro que não está exposto ao vírus na mesma intensidade dos colegas.


Sei que o secretário Edval Gomes redigiu longa justificativa, basicamente em função de questionamentos do colega Rafael Velame, em que defendeu a vacinação dos jovens e sarados trabalhadores da educação física, alegando que isto está de acordo com as determinações estaduais e federais para os grupos prioritários. Uma coisa porém é a lei e outra a Justiça.


Quem tem maior risco, toma primeiro. Este deveria ser o princípio norteador. Tenho certeza de que nem o secretário nem o prefeito seriam punidos caso deixassem de seguir o "plano", atuando em favor da razão. Coisas muito piores passam em branco, na Feira e alhures.


Infelizmente, porém, vivemos um tempo em que pouco valem razão, lógica, inteligência, compaixão, preocupação com o próximo, senso de urgência. Como eu sempre digo, no Brasil a culpa é de quem morre.

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