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Operação policial retira Maurício Barbosa do comando da SSP

Fonte: Correio


O CORREIO teve acesso ao documento da decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que autorizou as duas novas fases da Operação Faroeste, deflagrada nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal. O documento, com 49 páginas, aponta que “o aprofundamento das investigações revelou uma engrenagem criminosa com diversas ramificações e possível envolvimento de dezenas de pessoas, muitas delas autoridades da alta cúpula do poder público baiano”.

Policiais federais fizeram busca e apreensão na casa do secretário



Na decisão, o STJ autorizou a busca e apreensão em desfavor de:


Amanda Santiago Andrade Souza;

Arthur Gabriel Ramos Barata Lima;

Diego Freitas Ribeiro;

Ediene Santos Lousado;

Fabricio Boer da Veiga;

Gabriela Caldas Rosa de Macedo;

Ilona Marcia Reis;

Ivanilton Santos da Silva;

Ivanilton Santos da Silva Júnior;

João Batista Alcântara Filho;

José Alves Pinheiro;

Lígia Maria Ramos Cunha Lima;

Marcelo Junqueira Ayres Filho;

Maurício Teles Barbosa;

Ronilson Pires de Carvalho;

Rui Carlos Barata Lima Filho;

Sérgio Celso Nunes Santos.


Além disso, o STJ concedeu o pedido do Ministério Público Federal de afastamento cautelar do exercício da função de seis pessoas pelo prazo de um ano, são elas:


Os desembargadores Lígia Maria Ramos Cunha Lima; Ilona Marcia Reis; Ivanilton Santos da Silva;


O juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia João Batista Alcântara Filho;

O delegado da Polícia Federal e Secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, Maurício Teles Barbosa;


A delegada da Polícia Civil da Bahia e Chefe de Gabinete da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, Gabriela Caldas Rosa de Macedo;

E a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, Ediene Santos Lousado. Eliane foi chefe do MP da Bahia por duas gestões. Deixou o cargo em fevereiro deste ano, após derrota do grupo liderado por ela na disputa com a oposição no órgão.


A decisão também prorrogou o afastamento do exercício das funções de desembargador, os denunciados Gesivaldo Nascimento Britto, José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro Barreto Santiago, e das funções de Juiz de Direito, os denunciados Sérgio Humberto de Quadros Sampaio e Marivalda Almeida Moutinho, alvos da primeira fase da operação.


Foi autorizada a prisão temporária de Lígia Maria Ramos Cunha Lima e Ilona Marcia Reis, pelo prazo de cinco dias. O órgão também decretou a prisão preventiva de Ronilson Pires de Carvalho que, de acordo com o documento, se encontra foragido.


Em nota, o governo do estado disse que "irá cumprir a decisão judicial". O Governo também informou que "aguarda as informações oficiais do processo em curso para tomar as medidas cabíveis".

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