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Marcelo Alexandrino justifica porque considera lockdown ineficaz

Atualizado: Mar 6

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O presidente da Associação Comercial de Feira de Santana, Marcelo Alexandrino, contesta a crítica que fiz das conclusões sobre o relatório apresentado por CDL e Acefs segunda-feira, no qual os dirigentes empresariais feirenses se baseiam para criticar o fechamento do comércio. Para eles a medida é prejudicial e melhor seria, até para a contenção da doença, manter o comério aberto.


Leia abaixo os argumentos:


O trabalho apresentado é uma compilação de dados oficiais de vários órgãos públicos, principalmente a SESAB. Os números são claros. As conclusões realmente são nossas, mas veja o que aconteceu no ano passado.


Você fez comparações com lockdown na Nova Zelândia, Alemanha, etc. Estamos em uma realidade completamente diferente destes países ricos.


Faça um exercício de imaginação. Feche os os olhos e veja a residência de (talvez) 85% dos feirenses. Não são casas amplas, com jardins e piscina, nem estão em condomínios com infra-estrutura adequada. São pequenas casas que abrigam 4, 5, 6, ou mais pessoas. Onde você imagina que estarão em um lockdown? Eu posso imaginar! Aglomerando em suas pequenas casas, ou, não suportando a clausura, aglomerando em bares na periferia, reuniões impróprias na vizinhança, fugindo para praias próximas, em resumo, aglomerando talvez mais que se estivessem no trabalho, com os equipamentos necessários exigidos pela vigilância sanitária.


Fizemos lockdown no passado e não vimos resultados concretos. Por que esse vai dar? Precisamos abrir nosso pensamento e buscar alternativas neste combate a tão grande ameaça.


Quando flexibilizou a economia, o tão esperado estouro de contaminação não aconteceu, pelo contrário.


Como explicar? Mais uma vez reforço que nosso intuito é contribuir olhando todos os lados. Estamos sim muito preocupados com a situação da saúde da população, e não entramos em aspectos políticos (como contaminações que podem ter ocorrido durante a campanha eleitoral e a desativação de leitos de hospitais).


Estamos buscando pensar diferente, defendendo a economia como necessária, mas também preocupados com toda a situação. Afinal de contas estamos todos sob a mesma ameaça.

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