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Jodilton é apenas um entre muitos casos

Causou certo alvoroço em Feira de Santana o aparente privilégio do empresário Jodilton Souza, que recebeu, como poucos, a vacina contra covid-19.


Foi vacinado porque é dono de hospital (e até de plano de saúde) e como administrador e frequentador do ambiente hospitalar, possui o direito.


No início da noite desta terça (09) a prefeitura ainda informava os dados de sexta no vacinômetro. Hoje informou também que desde o dia 4, quando começou a vacinar quem tem mais de 90 anos, 731 idosos nesta faixa etária foram atendidos. Mas as 22 mil vacinas recebidas encontraram milhares de braços, mais de 16 mil, até o dia 5, de acordo com a mesma prefeitura.



Logo, Jodilton é só mais um nesta estranha tabela de prioridade. Além dele, muitos outros, alguns com uma relação abstrata com a saúde pública, como professores de educação física ou personal trainners, foram colocados à frente dos idosos, mais vulneráveis à covid e à indiferença.


O mesmo erro é constatado de norte a sul do Brasil e a questão já foi até parar no STF.


Com a saúde sob o comando de um ministro patético que está mais para o Recruta Zero que para general, submisso ao desejo de um presidente que espalha doença e faz pouco caso da morte, os escalões inferiores da Saúde seguem a mesma linha, demonstrando pouca ou nenhuma pressa e desprezando critérios lógicos para a distribuição da vacina.


Em Feira de Santana a morosidade ainda é acentuada pela exigência de cadastramento e agendamento para que os idosos possam se vacinar.

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