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Antecipação de feriados e aglomeração

Nei Rios - aposentado


Três fatores contribuem para as aglomerações que insistem em sufocar o Sistema de Saúde e, consequentemente, sufocar vidas: os equívocos do Presidente Genocida, que estimula a população a descumprir protocolos de proteção; a irresponsabilidade de parte da população (derivada do fator anterior), e a usura dos Empresários.



Políticas públicas para proteger a população, sejam sanitárias como econômicas, são sempre combatidas pelo presidente Bolsonaro (que não gosta de ser chamado de Genocida). Ao contrário, nega a ciência e como um ”Messias” (afinal, parte expressiva de fundamentalistas religiosos dá sustentação a seu sadismo assassino), prescreve um kit que tem contribuído para o agravamento da enfermidade, conforme matéria da BBC.


Falta política para proteção das pequenas e médias empresas, o que torna a preocupação do empresariado algo real. Mas, no seio deste mesmo empresariado, parcela expressiva é seguidora do Mito, além de Empreendedores da Fé, que escolhem atacar toda e qualquer movimentação de proteção social e se manter na defesa do presidente. O caminho permanece equivocado. A lógica desses grupamentos corrobora com o descaso do Governo Federal e seu diagnóstico para a pandemia: já foi gripezinha; depois de mais de 250 mil mortes, mimimi, e a vacina poderia ser comprada “na casa de sua mãe”.


A população embalada pelo “não me atingiu” continua curtindo a vida louca vida. A opção de pagar para ver, nas festas, bares, encontros familiares, de amigos, de baba e tantos outros que todos sentimos falta, é também a opção pela morte.


Empresários e aglomeradores, ao final, cobram das “autoridades” mais leitos, mais medicamentos e Mais Médicos (como os cubanos fazem falta!).


É preciso inverter este jogo. Mais leitos são necessários quando aumenta o número de infectados, que cresce devido à circulação de pessoas. É preciso atacar a origem, cuidando dos efeitos. É URGENTE atacar tudo que possa provocar a proliferação do vírus. Acabar com os encontros necessários e não urgentes; a aglomeração em transportes coletivos, nas ruas e, nas lojas, para comprar roupas e outros produtos necessários e não urgentes. É preciso combater o Covid-19.


Eis que alguns iluminados descobrem que antecipar feriados, trazendo-os de datas futuras para o presente, poderia evitar prejuízos aos CNPJs. Contraditoriamente, os defensores desta ação vivem dizendo que, fechando o comércio (sem antecipar feriados) trabalhadores e trabalhadoras se aglomeram com miliares e amigos, em praias, bares, etc. Ou seja, fechar o comércio, segundo os empresários, estimula as aglomerações. Mas, se fechar por antecipação de feriado, eles aceitam!!!!


Lockdown é a palavra da hora. É polícia e agentes de segurança de todas as esferas mandando para casa quem não tem o que fazer nas ruas, é detendo, retendo, punindo (antes que a punição seja uma caixa de madeira sem despedidas).


Quando eu era dirigente sindical, falava nas assembleias dos bancários que, quanto mais forte a greve, principalmente em seus momentos iniciais, menor poderia ser a sua duração. A lógica do combate à pandemia segue o mesmo receituário: quanto mais evitarmos aglomerações, mais rápido poderemos sair do caos em que estamos vivendo.


Eis que os banqueiros, depois de nos aproximarmos das 300 mil mortes, descobrem que não tem política do Genocida para apoiar as Empresas nem a população vulnerável, nem disposição para combater a pandemia. Começam a descartar o lixo (ops, Mito)


Antes tarde que nunca.


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