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  • Fonte: UOL

Amazônia tem desmatamento recorde em 2020


O desmatamento na Amazônia entre janeiro e maio deste ano é o maior para o período desde que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) passou a medir a devastação da floresta, em agosto de 2015.

Ao todo, foram desmatados 2.032 km². O aumento foi de 34% em comparação com a devastação no mesmo período no ano passado e 49% acima da média histórica, entre os anos de 2016 e 2019.

A área devastada é 33% maior do que a cidade de São Paulo.

A devastação é ainda pior entre agosto de 2019 e maio deste ano: 6.499 km², um aumento de 78% em comparação ao mesmo período anterior.

"Outro aspecto preocupante é que esse período de dez meses exclui os meses de junho e julho, quando o desmatamento é historicamente mais alto", afirma o Inpe em nota.

Chama a atenção o desmatamento no Pará: 344 km² dos 829 km² devastados apenas maio. Na sequência surgem Amazonas (182 km²) e Mato Grosso (177 km²).

"Os dados preocupam e indicam uma tendência crescente de desmatamento no período, com níveis ainda maiores do que 2019, um ano já excepcionalmente alto. Estamos diante de um cenário de total catástrofe para a Amazônia, com a expectativa de mais áreas abertas, invasões e queimadas somadas ao triste cenário do alastramento da pandemia pelo bioma, afirma Mariana Ferreira, do WWF-Brasil.

Na terça-feira (9), o Inpe já havia divulgado que o desmatamento da Amazônia, de agosto de 2018 a julho de 2019, no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro (sem partido), foi ainda maior do que se imaginava. No período, a Amazônia perdeu 10.129 km².

Terreno desmatado nos arredores de Porto Velho, em Rondônia (foto: Bruno Rocha)


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