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Feira chega aos mil casos. Metade deles confirmados em seis dias de junho

A covid-19 avança rápido durante o mês de junho em Feira de Santana. Com 81 novos registros, a cidade alcançou mil casos neste sábado, dia 6. Por coincidência foi também num dia 06 (de março) que a doença deu as caras pela primeira vez na cidade. Fomos pioneiros na Bahia e no Nordeste mas tudo ficou sob controle naquele mês, que terminou com seis ocorrências confirmadas. Em abril, foram 80, no mês passado 445. Neste, em apenas seis dias, 469, que já representam 47% do total.

Os críticos culpam a reabertura do comércio, autorizada em abril pela prefeitura, como o momento em que a epidemia saiu de controle. Primeiro saiu uma lista ampla, com 83 atividades excepcionalmente autorizadas, que incluía motéis. Na sequência dos dias, sob pressão de CDL e Associação Comercial, nova liberação, que resultou na reabertura até do claustrofóbico Feiraguai. Só faltaram os shoppings. Vendo a lassidão da quarentena, alguns poucos comerciantes que ainda estavam impedidos resolveram praticar a desobediência mercantil.

O gráfico com os casos diários mostra que a partir do final de maio as confirmações ficam sempre na casa das dezenas. Agora em junho invadiram a casa da centena duas vezes. O recorde foi terça-feira, com 111.

O médico e prefeito Colbert Filho se arrependeu da liberalidade, mandou fechar tudo de novo, faz blitz para coibir os recalcitrantes, mas não dá conta da tarefa de restringir a circulação maciça da população pela cidade. A própria prefeitura informa que a sexta-feira teve o pior índice de isolamento social até hoje. Os dados, obtidos por meio das empresas de telefonia celular, que monitoram a localização dos clientes, mostram que a cidade nunca consegue alcançar nem 50% de isolamento, nível que até o relapso Ministério da Saúde do governo Bolsonaro, pelo menos por enquanto classifica como “abaixo do mínimo admissível”.

O número que ainda pode-se considerar positivo é a baixa letalidade. Em Feira de Santana registram-se até o momento 12 mortes. O estado da Bahia quando chegou a mil casos tinha o triplo de óbitos.

O mês de junho será uma corrida contra o tempo para garantir leitos aos que ficarão doentes. No final de maio, com metade dos casos existentes hoje, havia 12 pessoas internadas por causa da covid-19. Neste sábado eram 30. O governo municipal inaugurou esta semana uma unidade com 26 leitos comuns e 5 de UTI (prometendo chegar a 50 comuns e 10 de UTI) e o estado diz que inaugura o novo Clériston Andrade no dia 29, com 40 UTIs e mais 20 outros leitos.

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