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Humanos não são só hospedeiros. São parceiros do vírus


O vírus não pensa, não tem religião, não tem moral, não escolhe vítimas, não elegeu ninguém. Dizem os cientistas que sequer pode ser considerado um ser vivo. O vírus é menor que uma bactéria, o vírus é menor que uma célula.

Um humano tem trilhões, 37 trilhões de células. Parece um bocado mais complexo. O comportamento destrutivo, no entanto, pode ser muito similar.

Basta ver o caso de empresários que, sabidamente contaminados pelo coronavírus permaneceram trabalhando e colocando os funcionários para trabalhar. Caso registrado em Feira de Santana, duplamente flagrado pela fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT), que precisou recorrer à Justiça para fechar a Descart (E. B. Ciso Distribuidora Ltda.), no bairro Santa Mônica.

25 pessoas atuam ali. Quatro (os dois sócios entre eles) com a doença detectada, sete com suspeita, à espera do resultado. A fiscalização mandou fechar em 01 de abril. Fechou e reabriu. Os patrões viróticos frequentando o ambiente.

Caso semelhante ocorreu no SBT no Rio de Janeiro, veículo de comunicação, nacional, que todo dia aborda o assunto para o público externo. A responsabilidade de quem tinha o poder de decidir é menor, porque embora houvesse suspeita não havia confirmação da doença. No entanto, a demora em agir fez com que metade do pessoal acabasse afastado, mesmo antes da confirmação do contágio. Um funcionário que tinha apresentado a denúncia de casos na redação morreu.

Por essas e outras me convenço de que, como em tantas outras vezes, em diferentes épocas da história do mundo, a praga fará seu estrago e se retirará quando estiver saciada. Os humanos são muito mais que hospedeiros. São parceiros.

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