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Professores da Uefs decidem entrar em estado de greve


Professores da Uefs aprovaram em assembleia na noite desta quinta-feira (21) o "estado de greve", que é uma espécie de advertência de que poderão suspender as aulas em breve. E já existe uma data pré-agendada: no dia 4 de abril as universidades estaduais baianas estão programando assembleias que poderão resultar na paralisação total das atividades, se não houver acordo com o governo, que segundo as lideranças sindicais, se recusa a negociar.

Nas contas do movimento, os quatro anos de governo de Rui Costa, sem reajuste salarial, já implicam em perdas de 25%. "É o maior arrocho das últimas duas décadas", diz a direção da Adufs, a associação dos professores, por meio de nota. "O Planserv, o Estatuto do Magistério, o regime de Dedicação Exclusiva e a aposentadoria também foram duramente atacados", complementa o texto.

Os professores queixam-se ainda de um rigoroso corte de verbas (40%) para o funcionamento da instituição.

O estado de greve também foi aprovado em assembleias dos professores das universidades estaduais da Bahia (Uneb), de Santa Cruz (Uesc) e do Sudoeste da Bahia (Uesb).

A diretoria da Adufs enviará um documento aos três candidatos ao cargo de reitor e de vice-reitor da Uefs solicitando que se comprometam a não enviar ao governador Rui Costa lista com nomes dos professores da universidade durante a possível greve.

PREVIDÊNCIA

Os professores presentes à assembleia desta quinta na Uefs aprovaram a suspensão das atividades na sexta-feira (22), pelo Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, convocado por centrais sindicais de todo o país. Em Feira de Santana será realizado um ato público às 9h, em frente à prefeitura. Em Salvador está sendo organizada uma manifestação com panfletagem, com concentração às 9h na Rótula do Abacaxi.

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