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Plagiando Bolsonaro, MEC rebate notícia chamando jornalista de agente da KGB

Como é notório para qualquer um que enxerga um palmo adiante do nariz, é por ser altamente ideológico que o novo governo federal critica sem parar o "viés ideológico" de quem o antecedeu.

E por conta disso, não param de aparecer exemplos vergonhosos, como a resposta do MEC a uma nota publicada na coluna do jornalista Ancelmo Góis, de O Globo.

Ao invés de limitar-se a dar a versão oficial relacionada ao que se noticiou, a mal escrita explicação do Ministério da Educação, toda em CAIXA ALTA recorre a citações sobre KGB, Marx e Lenin, quase atribuindo ao jornalista o papel de agente comunista infiltrado no Brasil por Moscou. Como se a Rússia de Putin buscasse ainda vender-se como comunista ou como se o profissional estivesse devotado a conceitos de meio século atrás, como parece estar o MEC, sob o comando de um discípulo do patético Olavo de Carvalho, o professor Ricardo Vélez Rodríguez. A nota, que reproduzo abaixo, virou alvo de chacotas infinitas na internet, como não poderia deixar de ser.

A polêmica se deu porque sumiram da videoteca do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) os programas que falavam sobre figuras de esquerda ou contestadoras, como o filósofo Nietzsche, um crítico ferrenho da religião. O MEC afirma que o sumiço se deu no governo Temer, o que o jornalista comprova ser mentira, demonstrando que até o início de janeiro os vídeos estavam lá.

Fato é que vem do próprio Bolsonaro o esforço para associar Ancelmo Gois com a KGB. Ele já o fez em vídeo no YouTube em 2017 e em sua página no Facebook, em 2016.

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