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Juiz defende força tarefa contra corrupção para apurar riquezas suspeitas em Feira de Santana


Uma força tarefa com todos os órgãos de combate à corrupção deveria aportar em Feira de Santana, na opinião do juiz Antônio Henrique da Silva. Ele é o juiz do caso que envolve a COOPERSADE e no qual são réus o ex-prefeito José Ronaldo, a secretária de Sáude, Denise Mascarenhas e o procurador Cleudson Almeida.

Segundo o juiz, a cidade tem "pessoas com riquezas de origem duvidosa ou sem origem nenhuma". As declarações foram feitas em entrevista ao repórter Sotero Filho. "Se você tem patrimônio e não tem como demonstrar a origem, o seu patrimônio é ilícito", comentou.

Para descobrir a origem e apurar eventuais crimes, seria preciso, na visão dele, um esforço conjunto de diversos órgãos públicos.

"Só pega se parar aqui o GAECO (Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais, do Ministério Público), toda a estrutura da Controladoria Geral da União e a Polícia Federal, Receita Federal, COAF, ou seja, se juntar todos os organismos de combate à corrupção e à roubalheira e parar em Feira de Santana", defendeu.

Caso isso não ocorra, opina Antônio Henrique, "vão continuar essas riquezas aparecendo e ninguém sabendo como é que o cidadão ficou rico do dia pra noite".

O juiz entretanto não quis comentar casos específicos de corrupção, para não correr risco de ficar sob suspeição, já que atua na 2ª Vara Crime, para onde são enviadas as ações que envolvem o erário.

O juiz Antônio Henrique da Silva

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