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MP afirma que 25% dos valores pagos à COOFSAÚDE foram superfaturados


Em 10 anos, entre 2009 e 2018, a COOFSAÚDE (Cooperativa Feirense de Saúde) recebeu do município de Feira de Santana um total de R$ 285,6 milhões. Destes, R$ 71,6 milhões foram superfaturados, o que corresponde a 25% do total ao longo de uma década.

Pelo menos esta é a estimativa apresentada pelo Ministério Público da Bahia, que encabeça uma investigação de órgãos públicos no setor de Saúde em Feira de Santana e na Bahia envolvendo a cooperativa.

O Ministério Público estadual divulgou por meio de nota publicada nesta quarta-feira (09) que apresentou denúncia contra onze pessoas por crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A denúncia ocorreu ainda em 28 de dezembro, embora tenha sido divulgada somente agora. No mesmo dia as prisões temporárias de cinco dias foram convertidas em preventivas, com prazo indeterminado.

No dia 18 do mês passado, foi executada, com ajuda da Receita Federal, Controladoria Geral da União e Polícia Rodoviária Federal, a Operação Pityocampa, que levou à prisão um grupo de pessoas relacionadas com a cooperativa. Além dos depoimentos dos envolvidos, foram coletadas provas por meio de busca e apreensão, inclusive em outros estados.

A COOFSAÚDE foi contratada no governo Tarcízio Pimenta e mantida pelo sucessor, José Ronaldo, eleito em 2012 e reeleito em 2016.

Para o Ministério Público, havia um esquema lesivo aos cofres públicos tanto nas licitações, que seriam direcionadas, quanto na execução dos serviços, por meio de superfaturamento.

Segundo o MP, a COOFSAÚDE “inflava artificialmente os seus custos operacionais diretos e indiretos para maquiar os seus lucros e justificar o arbitramento de valores superestimados para os seus contratos”.

DENUNCIADOS

Entre os denunciados, estão o fundador da COOFSAUDE, Haroldo Mardem Dourado Casaes, considerado "mentor do esquema" e o empresário Salomão Abud do Valle, que teria criado empresas de fachada utilizadas para realizar a lavagem do dinheiro.

Também foram denunciados o irmão de Haroldo, Helton Dourado Casaes, tido como sócio oculto da organização e responsável por montar uma rede de “laranjas”. Estes seriam Rogério Luciano Dantas Pina, Diego Januário Figueiredo da Silva, Aberaldo Rodrigues Figueiredo, Fernando de Argollo Nobre Filho e Everaldo Lopes Santana.

O grupo inclui também os office boys Cléber de Oliveira Reis e Januário do Amor Divino, que teriam movimentado milhões do esquema criminoso em operações na “boca do caixa”. E o contador Robson Xavier de Oliveira, incluído no processo por "orientar a lavagem de dinheiro".

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