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"Classes produtoras" não conseguem defender o CIS

Associação Comercial e Empresarial, Centro das Indústrias, Câmara dos Diretores Lojistas, Federação das Indústrias do Estado da Bahia, sindicatos patronais e Instituto Pensar Feira lançaram uma carta para defender a manutenção do CIS, que o estado quer extinguir dentro do corte de gastos concebido pelo governo Rui Costa.

Em meio a quatro parágrafos de obviedades, no que chamaram de "carta aberta à comunidade de Feira de Santana", não conseguem produzir um único argumento a favor da manutenção da autarquia do Centro Industrial do Subaé.

O primeiro e o último parágrafo se repetem e servem só para dizer que prefeitura e estado devem discutir o tema.

No segundo ressaltam que as indústrias instaladas no CIS não podem ficar "sem o apoio necessário ao enfrentamento dos diversos problemas do cotidiano".

E o CIS dava algum apoio? Neste caso por que não citaram exemplos desta suposta utilidade prática? Pois o que transparece para a comunidade é que a administração do CIS é inoperante ou totalmente desprovida de força, já que historicamente nem a manutenção das ruas é feita e o estado vivia em litígio com a prefeitura sobre de quem é a responsabilidade. Neste aspecto - que é crucial - pode-se dizer do CIS como estrutura do governo estadual em Feira, que não servia para nada.

Segue a carta assinada pelos dirigentes dos órgãos citados e que você pode ler na íntegra abaixo: "O mercado de trabalho de Feira de Santana não pode prescindir do setor industrial". Como se o encerramento do órgão burocrático levasse ao fechamento das empresas instaladas na área geográfica do CIS, o que obviamente não corresponde à realidade.

Enfim, se há razões para manter o CIS ativo como órgão da burocracia do estado, os líderes empresariais de Feira de Santana não sabem quais são ou não foram capazes de demonstrar.

Para quem se dá ao trabalho de acompanhar as notícias que envolvem a gestão pública, a utilidade visível era acomodar aliados políticos. A sociedade está farta disso.

LEIA NA ÍNTEGRA A CARTA

Carta aberta à comunidade de Feira de Santana

As classes produtoras de Feira de Santana, preocupadas com as conseqüências advindas da decisão do Governo do Estado da Bahia em extinguir o Centro Industrial do Subaé (CIS), solicitam uma interlocução entre os poderes municipal e estadual, acreditando na responsabilidade que têm tanto o governador Rui Costa quanto o prefeito Colbert Martins da Silva Filho numa solução plausível para decisão de tamanha magnitude.

Neste sentido, temos certeza que os senhores não permitirão que estas grandes e pequenas indústrias (que acreditaram nas promessas que lhes foram feitas, quando das suas instalações neste importante pólo industrial) fiquem sem o apoio necessário ao enfrentamento dos diversos problemas do cotidiano.

O Mercado de Trabalho de Feira de Santana e suas responsabilidades sociais, não pode prescindir do setor industrial com toda a sua pujança, não apenas na contribuição de impostos, mas, principalmente, na geração de emprego e renda.

Nestes termos, nós, signatários desta carta aberta, solicitamos aos digníssimos governantes que façam uso do bom senso e reconheçam a importância de Feira de Santana no contexto socioeconômico do Estado da Bahia. Marcelo Alexandrino – Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana André Regis – Presidente do Centro das Indústrias de Feira de Santana Alfredo Falcão – Vice-Presidente da Câmara dos Diretores Lojistas de Feira de Santana João Baptista Ferreira- Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia Antônio Luiz Sampaio Gomes – Representantes dos Sindicatos Patronais das lndústrias de Feira de Santana Edson Piaggio – Vice - Presidente do Pensar Feira

A imagem acima do CIS foi publicada há anos no blog de Dimas Oliveira, mas historicamente é o que se verifica na região, onde o estado e prefeitura se eximem de responsabilidade

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