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Déficit previdenciário baiano aumentou mais de 10 vezes desde Wagner

De acordo com números fornecidos pelo próprio governador Rui Costa durante coletiva na tarde de hoje a previdência dos servidores estaduais já estava em déficit quando Wagner assumiu e o buraco nunca parou de crescer. Os dados divulgados pelo governador, mostram que o rombo aumentou mais de 10 vezes durante os três mandatos petistas no comando do estado.

"Um mês antes do governador Jaques Wagner assumir, fechou o ano de 2006 com 340 milhões de déficit. Em 2007 Wagner pagou 460 milhões. Quando eu entrei, tinha sido fechado o ano de 2014 com 2 bilhões de déficit. Em quatro anos isso dobrou. Foi pra 4 bilhões de reais", relatou Rui.

Ele lembrou que no passado, com poucos inativos, se arrecadava muito e gastava-se pouco com o pagamento das aposentadorias, mas o saldo era utilizado pelos governantes.

"Sobrava um dinheirão. Essa diferença ia para o caixa do governo. Pra fazer eventualmente coisas legítimas, estradas, escolas, unidades de saúde. Mas não se juntou esse dinheiro num fundo, que poderia ser aplicado para rentabilizar e hoje ter muito recurso, de onde a gente tirasse dinheiro para pagar os aposentados".

Com o tempo, passou a ocorrer o oposto. Quando o caixa da previdência esvaziou, o dinheiro do caixa geral do governo passou a cobrir o buraco.

Rui tentou justificar a imprevidência. "Eu nem condeno os governadores da época, no passado não se tinha esse conceito de que aposentadoria era uma poupança, que você tinha que juntar e rentabilizar pra sacar ao longo de anos e não se previu que a curva entre ativos/inativos ia se tornar desfavorável ao longo do tempo", avaliou.

DESCONTO MAIOR

A resposta ao déficit dada agora pelo governo é o aumento da contribuição dos servidores. O desconto no salário subirá de 12% para 14%.

Rui justifica que a Bahia segurou tal medida o máximo possível. "10 estados já aumentaram a alíquota", argumenta o petista.

Vários sindicatos de servidores estaduais estão se mobilizando para se opor a esta e outras medidas propostas pelo governo, tentando pressionar os deputados estaduais, dos quais depende a aprovação do pacote encaminhado à Assembleia Legislativa pelo Executivo.

Rui Costa na coletiva em que apresentou os dados sobre a previdência estadual

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