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Bolsonaristas veem esperança no Google Trends para vencer no primeiro turno

Para o crente, tudo que não confirma sua crença não é uma possibilidade. É uma mentira.

Por conta disso, bolsonaristas não se dão por satisfeitos nem quando o Ibope, como ontem (01), aponta crescimento de seu candidato e aumento da distância entre ele e o do PT. Para eles, o capitão leva no primeiro turno.

E em que se amparam para assim crer, além da intenção de votos que constatam dentro de suas próprias relações pessoais? Nas buscas feitas na internet, contabilizadas na ferramenta Google Trends, que criou uma página específica para exibir informações da eleição presidencial brasileira.

A teoria da extrema direita é que o colossal fluxo de dados do universo digital é muito mais preciso do que as "antiquadas" pesquisas dos institutos especializados. Dizem que os dados demonstravam claramente o favoritismo de Trump nos Estados Unidos, negado pelas pesquisas tradicionais até o dia em que Hillary perdeu.

E por que o Trends mostraria que Bolsonaro vence sem precisar ir à próxima rodada no final do mês? Porque mostra um interesse em buscas por ele imensamente maior que por outros candidatos.

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Uma distância abissal, que faz o Ibope de ontem parecer uma ótima notícia para o PT.

Pode-se argumentar que busca não representa intenção de voto; que tanto favoráveis quanto contrários podem procurar informação sobre a pessoa. Sem dúvida. Mas há pelo menos dois fatores a considerar:

1) os índices dos demais candidatos no Trends em geral são compatíveis ou com suas intenções de voto mostradas pelas pesquisas tradicionais ou com episódios específicos. Por exemplo, quando o desconhecido Cabo Daciolo exibe seu histrionismo em algum debate crescem muito as buscas pelo nome dele; 2) busca não significa voto, mas indica. A vantagem nas buscas pelo candidato do PSL em relação aos demais é tão grande que bastaria uma pequena porção destes interessados aderir a ele para que o sonho (ou pesadelo) do primeiro turno se concretize.

Ressalte-se que aqui estamos falando de uma ferramenta neutra. Os bolsonaristas são pródigos na manipulação de informações, mas em tese não têm poder sobre o mecanismo do Google. Se o Google Trends está se deixando manipular por robôs aí já é outro problema, sobre o qual os engenheiros na Califórnia e em Belo Horizonte terão que se debruçar.

Pelo menos nos comentários das páginas de notícias na grande imprensa, bolsonaristas são praticamente unanimidade. No YouTube dominam completamente tanto na quantidade e variedade de canais quanto nos comentários, formando uma muralha intransponível de opinião.

É só uma tática bem sucedida na internet ou a demonstração de uma preferência esmagadora do eleitorado pelo "opressor", como eles mesmos gostam de chamar seu líder?

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