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  • Glauco Wanderley

Ibope: Alckmin sobrevive


O candidato tucano subiu de 7% para 9% na pesquisa Ibope. Nada demais. Dentro da margem de erro. Mas a esta altura se não tivesse nem isso, corria o risco de sair do jogo antes da hora.

A pesquisa não reflete quase nada de impacto do horário eleitoral, porque foi feita entre sábado e segunda-feira.

Mas como Lula saiu do questionário e o número de pessoas que apontam voto branco ou nulo caiu, todo mundo cresceu um pouquinho. Menos Marina e Álvaro Dias. Este faz parte do grupo que chamo de figurantes, mas a candidata deve acender o sinal amarelo com a estagnação.

Veja no gráfico extraído do Jornal Nacional a posição de cada um na pesquisa divulgada neste dia 5, comparada com a divulgada no dia 20 de agosto.

A imprevisibilidade é a mesma. O candidato tucano tem um arsenal que vem sendo muito bem utilizado contra Bolsonaro. Claro que ele tem chance de crescer. Derrubar o capitão, no entanto, é um feito que até agora parece improvável.

Como é improvável a ida destes dois juntos ao segundo turno. Seriam dois candidatos identificados com a direita. Mesmo que a maioria do eleitorado não elabore o voto a partir dos conceitos de direita e esquerda, inconscientemente ele o faz. O PSDB é um partido híbrido ou até com dupla personalidade. Mas para o público externo é identificado principalmente como direita, apesar do nome de batismo de social democracia.

Portanto, a lógica é que Bolsonaro (ou Alckmin) se bata no segundo turno contra um candidato de esquerda. Há três na briga: Marina, Ciro e Haddad. Impossível calcular se o do PT conseguirá nestes 30 dias herdar votos de Lula suficientes para obter a vaga. Já Marina e Ciro têm que se virar com o tempo curtíssimo de propaganda, medido em segundos no horário eleitoral.

O que está parecendo é que entraremos na semana da votação sem clareza acerca de quem alcançará um lugar na rodada decisiva.

#Ibope #eleições2018 #Bolsonaro #Alckmin

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