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Sobrecarregado de suspeitas, só restou a Alckmin dizer que é tudo mentira


A entrevista de Geraldo Alckmin no Jornal Nacional foi um compêndio da imensa dificuldade que sua candidatura tem de se tornar viável. São muitos os esqueletos, não no armário, mas expostos em praça pública.

Tudo indica que após quatro anos de Lava Jato o descrédito do PSDB consegue ser maior do que o do PT, a despeito de Eduardo Azeredo ser o único figurão do partido a conhecer os rigores da prisão.

Azeredo aliás foi um dos esqueletos expostos ontem. Outro foi Aécio Neves. E o Geraldo (é, sua propaganda novamente está querendo apresentá-lo ao Brasil com o prenome, mais popular) foi cobrado sobre o porquê de ambos continuarem impunes dentro do partido. Difícil de explicar (a propósito, Bonner referiu-se aos dois como "estes elementos". Quem imaginaria Aécio tratado dessa forma?). Segundo o candidato, Aécio ainda está sendo investigado e por isso nada se fez contra ele. E Azeredo já tá pra sair do partido por conta própria. Deve ser por conta dessa fraqueza de quem é também presidente do PSDB, que Alckmin disse a certa altura que Bonner era mais poderoso do que ele, por obter informação de processo sigiloso.

Enfim, tudo pro Geraldo é difícil de explicar. Em São Paulo nasceu e cresceu o PCC, hoje uma multinacional do crime que atormenta o Brasil inteiro e os países vizinhos. Mas para o ex-governador, São Paulo é um modelo em segurança pública. Seu cunhado é acusado de comandar o caixa 2 de campanhas tucanas. Seu ex-secretário de Transportes, de receber propina em obras, motivo pelo qual foi parar atrás das grades. O primeiro é vítima de uma delação mentirosa, diz Alckmin. O segundo é um injustiçado, de acordo com as declarações do presidenciável no telejornal.

Aliou-se, o candidato, à fina flor do conservadorismo, do patrimonialismo, do status quo, das oligarquias políticas. Mas diz que é o candidato das reformas.

São muitas as contradições da candidatura tucana. É imenso o inconformismo do eleitorado com a corrupção.

É enorme também o tempo de propaganda de Geraldo Alckmin no horário eleitoral. E mesmo assim tem tudo para ser insuficiente, como insuficientes foram suas justificativas no Jornal Nacional.

A direita aposta em Geraldo Alckmin, mas pelo andar da carruagem só sobrará neste flanco o franco atirador: Jair Bolsonaro.

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