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Prefeitura não tem pressa em aprovar PDDU


O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Feira de Santana está na Câmara de Vereadores desde abril. Em 2018 fez 17 anos que um projeto com a mesma finalidade foi retirado de tramitação, no primeiro ano do primeiro mandato de José Ronaldo, para nunca mais voltar. Nesta quinta-feira a Câmara realizou audiência pública, obrigatória no processo de tramitação.

Houve novamente muitas queixas e pedidos de que o assunto seja ainda mais discutido e o secretário Carlos Brito, do Planejamento, disse que o governo municipal não se opõe ao prolongamento do debate pelo tempo que os vereadores acharem necessário e que não vai exercer pressão. Mas não retirará novamente o projeto, como fez no início do século.

Os responsáveis contratados para elaboração do Plano Diretor afirmaram ter realizado intenso debate com a população, na sede e nos distritos. Mas o depoimento de uma técnica da secretaria de Desenvolvimento Urbano, ou seja, alguém de dentro da prefeitura, deixou dúvida sobre a eficácia deste processo de discussão, ao demonstrar que só agora, com o projeto pronto, estão começando a tomar conhecimento do que está proposto (e já descobriram algumas incoerências, por sinal).

Por outro lado, o engenheiro Gerinaldo Costa, representando o CREA, e crítico veterano da falta de um plano diretor, subiu à tribuna para confessar que ainda não tem propostas concretas, que apenas defende mais discussão.

Carlos Brito ressaltou na audiência que quando a prefeitura retirou o Plano de tramitação em 2001, criando uma comissão "com todos os críticos", não houve avanço. "Nunca chegaram a lugar nenhum. Nunca sugeriram nada", lastimou.

"Nestes 17 anos, vivemos como na música de Zeca Pagodinho: 'deixa a vida me levar, vida leva eu'", ironizou o vereador Roberto Tourinho.

Brito acrescentou que também agora, com um ano de discussão pública, "muita gente se escondeu".

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