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Alegando segurança, governo quer catalogar imagens de todos os baianos


O Centro de Operações e Inteligência de Segurança Pública, inaugurado em 2016, integra o plano

Vigilância total. O seu rosto, o meu, o do governador, registrados em um programa de computador, podendo ser monitorados sempre que estiverem diante de alguma das milhares, quem sabe logo milhões, de câmeras de segurança existentes na Bahia.

A pretensão, anunciada pelo governador Rui Costa quando da inauguração da Policlínica regional em Feira de Santana, segundo ele já começou a ser implementada, primeiramente para encontrar pessoas com prisão decretada pela Justiça.

Rui revelou que verificou o uso intenso desta tecnologia em diversos países que visitou no exercício do cargo, como Alemanha, França, Inglaterra e China. Como se vê, ditaduras e democracias.

É o próprio sistema quem identifica as pessoas, para na sequência avisar a polícia. Portanto, serve também para agilizar e reduzir custos.

A polícia vai aonde o criminoso está e onde o crime pode estar prestes a acontecer, pois numa segunda etapa o equipamento será capaz de detectar na imagem a presença de armas como revólver e faca.

A terceira etapa seria a inclusão de todos os cidadãos neste banco de dados. Uma medida de proteção, na intenção ou nas palavras do governador. Serviria por exemplo para localizar vítimas de sequestro.

Serviria também para sequestrar, digo eu, caso seja necessário dar sumiço em alguém incômodo. Imagina este poder nas mãos de uma ditadura. Tenha medo!

Mas esta é a ideia de segurança que se vende a povos de todo o mundo hoje. Medo de assalto, medo de sequestro, medo de terrorismo. Regimes democráticos se mostram tão entusiastas das câmeras quantos regimes ditatoriais.

Como diria o pastor pentecostal, é o laço do passarinheiro.

Essas modernidades já são utilizadas a serviço da máquina pública de arrecadação, em busca de devedores de IPVA. Semana passada mesmo, o Detran informou alegremente que vai se valer de drones para fazer blitz agora no São João. "Já temos o OCR, equipamento que faz a leitura das placas à distância e, agora, com uso do drone, vamos ampliar ainda mais o alcance da fiscalização", avisou o diretor-geral do órgão de trânsito, Lúcio Gomes.

Veja no vídeo abaixo quando Rui Costa explica a ideia do monitoramento com câmeras:

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