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Geilson e Zé Neto pegam carona no desgosto pelo preço dos combustíveis

Após a cavalgada do vereador Edvaldo Lima, os políticos descobriram que o preço da gasolina e combustíveis em geral é tema de forte apelo popular.

Ontem, com o protesto nacional de caminhoneiros, que se estende por esta terça-feira, Carlos Geilson na tribuna da Assembleia Legislativa e Zé Neto, de dentro do engarrafamento, resolveram falar sobre o tema.

"Do jeito que vai o litro da gasolina deve chegar a dezembro em 8 reais ou 10 reais. E não se tem um motivo, não aparece ninguém do governo para dar uma justificativa do que de fato está acontecendo", despejou Geilson.

Na verdade sabe-se o que está acontecendo. A Petrobrás age como empresa, que visa o lucro. Não aceita mais represar o aumento dos seus preços para segurar a inflação, como na era Dilma Rousseff, tempo de prejuízos bilionários que por pouco não destruíram a maior empresa do país.

O resto do preço é muito mais imposto que lucro seja da Petrobrás ou dos revendedores (veja a composição do preço de acordo com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes).

ZÉ NETO

Preso durante horas no engarrafamento na entrada de Salvador provocado pelo protesto de caminhoneiros contra o preço alto do diesel, Zé Neto tentou tirar proveito político da situação e argumentar em favor da presidente Dilma, citando inclusive os preços vigentes quando ela estava no poder (e também era alvo de protestos dos caminhoneiros).

Esqueceu-se porém de que, como líder dos governadores petistas na Assembleia Legislativa, ajudou a puxar um pouco mais para cima os preços nos postos. No Natal de 2014, pouco antes de sair Wagner para entrar Rui Costa, ele fez aprovar aumento de alíquota do ICMS na Bahia. O percentual de 27%, que já era alto, subiu para 30%.

COMPOSIÇÃO DO PREÇO SEGUNDO A FECOMBUSTÍVEIS

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