Buscar

Menina de 10 anos foi estuprada e morta em Camaçari. Polícia suspeita de vizinho

Exames feitos no corpo da menina Milena Alves, 10 anos, que foi morta na última quinta-feira (17), em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, um dia antes do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, constataram que a vítima também foi estuprada, segundo informações de um policial que não quis se identificar. Um homem que é vizinho da vítima e desapareceu após o crime é investigado.

O corpo da menina foi encontrado pela mãe, dentro da casa onde moravam, com marcas de estrangulamento. Segundo o policial, quando ocorreu o crime, a menina estava sozinha em casa, depois de voltar da escola, enquanto a mãe trabalhava. O crime ocorreu por volta das 14h, na Rua da Manoela, Gleba A.

Em nota, a Polícia Militar informou que, na noite de quinta-feira, por volta de 20h, policiais militares do 12º BPM foram acionados, após denúncia de que uma criança havia sido morta vítima de estupro. No local, a mãe da menina relatou aos PMs que havia se ausentado para buscar outro filho na creche e deixou a menor sozinha dentro de casa. Segundo ela, ao chegar à residência observou que a janela havia sido arrombada.

De acordo com o policial, três homens que moravam na casa vizinha da vítima disseram à polícia que outro rapaz que morava com eles não foi mais visto depois de meio-dia, pouco antes do crime. Por conta disso, a polícia suspeita que ele seja o autor.

Ainda segundo o policial, a criança entrou em luta corporal com o criminoso. Eles farão exames para comparar o material encontrado nas unhas da menina com uma roupa do suspeito achada na casa dele.

O policial ainda informou que o suspeito era de Dias D'Ávila e investiga se ele se mudou para Camaçari por já ter cometido algum crime e ser procurado na cidade de origem.

O corpo segue na sede do Departamento de Polícia Técnica (DPT) até a manhã desta sexta-feira (18). A polícia ouviu a mãe da menina e parentes durante a manhã. Nenhum deles quis falar com a imprensa. A delegada Maria Teresa Silva Santos, da 4ª Delegacia de Homicídios, investiga o caso e também não deu entrevista.

Sala de Notícia - Todos os Direitos Reservados