Buscar
  • Glauco Wanderley

Presidenciável Flávio Rocha pregou contra o inchaço do estado


"A corte, como eles mesmos se denominam, já se apodera de 50% do suor do povo brasileiro, para bancar não os serviços públicos, mas os seus privilégios", disse o empresário Flávio Rocha, da Riachuelo, falando rapidamente aos presentes na churrascaria Los Pampas nesta quinta-feira. Ele tinha pressa em ir para Salvador, a fim de conceder entrevistas com as quais tenta alavancar sua candidatura presidencial pelo PRB.

Falando a uma plateia de empresários em Feira de Santana, ele defendeu que o Estado trate o cidadão como uma empresa trata o cliente, procurando servi-lo.

Flávio confessou que há apenas seis meses considerava que o Brasil caminhava para ideias liberais, mas com a aproximação da eleição vê "um dilema entre dois opostos radicais", de extrema esquerda e extrema direita. Não citou nomes, mas referiu-se claramente a Jair Bolsonaro e Lula ou o candidato do PT que vier a substitui-lo. "Nos remetem aos piores momentos da nossa história", avaliou.

Queixou-se de que a extrema direita não tem nenhum compromisso com a democracia. E que a esquerda, remete à recente tragédia econômica "que gerou a mais grave crise econômica, jogando 14 milhões no desalento, no desemprego".

Flávio ressaltou que não se pode abrir mão nem da liberdade econômica nem da liberdade política e que "uma não vive sem a outra".

NO SEGUNDO TURNO

Apesar de aparecer com 1% nas pesquisas, o empresário se disse confiante em chegar ao segundo turno. Ele diz que é conhecido de apenas 5% do eleitorado. Argumenta que 20% dos que o conhecem votam nele. Portanto, ao ser conhecido por todo o eleitorado, terá a votação da qual precisa para se credenciar para a etapa final da corrida eleitoral.

Matematicamente o raciocínio está correto, mas logicamente é uma falácia. Parte (talvez a maior parte) deste 1% que declara voto no empresário deve conhecê-lo. Não adere após uma única palestra ou uma entrevista. Além do mais, inferir que manterá 20% dos votos a cada vez que se apresentar diante de novos eleitores é contra qualquer probabilidade. Mesmo no dia da eleição eleitores chegam às urnas desconhecendo os candidatos. Tanto que existem até os que são governados por Temer ou Rui Costa mas não sabem responder quem é o presidente do Brasil ou o governador da Bahia.

#FlávioRocha #eleições2018

728×90_MAIS_SAÚDE_BAHIA_0520_ACOES_FEI

Sala de Notícia - Todos os Direitos Reservados