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Morte por leishmaniose faz prefeitura iniciar imunização no Campo Limpo

A prefeitura anunciou que pelo próximos dois anos, o bairro Campo Limpo será alvo de ações intensivas em combate a vetores da leishmaniose. No bairro uma pessoa morreu da doença no último dia 10. Na quinta-feira, 26, foi iniciado o trabalho intensivo da Vigilância Epidemiológica.

Trabalho começou no Campo Limpo

No primeiro dia, os agentes de endemias realizaram a borrifação em cerca de 30 imóveis. O veneno é aplicado nas paredes das casas, lugar onde o flebótomo (mosquito transmissor da leishmaniose) costuma se esconder.

Segundo o supervisor de endemias, Ronaldo Lima, esses insetos se aproveitam do local, principalmente se tiverem buracos ou brechas. “O veneno vai proteger durante 90 dias. Se o mosquito retornar à parede ele vai morrer”, explica.

A pessoa que foi a óbito no bairro Campo Limpo possuía a doença há seis meses. Segundo a prefeitura, sofria também de anemia e doença no fígado e só procurou atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Hospital Geral Clériston Andrade um mês antes do óbito. Não teria recebido diagnóstico e quando levado por parentes, no dia 9, à UPA da Mangabeira, já estaria em estado grave. Não conseguiu transferência para um hospital e morreu no dia seguinte.

Abalada pela perda, a irmã Lílian Cerqueira informa que a vítima não procurou atendimento antes por não suspeitar da doença. “Sentimos muita falta dele. Os primeiros sintomas foram muita febre, mesmo no calor ele sentia frio. Nós não suspeitávamos que fosse essa doença, não sabíamos o que era a leishmaniose”, relata.

FEBRE PERSISTENTE É SINTOMA

A referência técnica em leishmaniose, Taís Peixoto, ressalta que a comunidade deve ficar atenta aos sintomas de febre imune a remédios e persistente por mais de sete dias, sangramento e barriga d’água. É preciso procurar de imediato atendimento numa unidade de saúde. De cinco casos confirmados este ano, as duas mortes ocorreram com pessoas que teriam demorado demais para buscar atendimento. "Quanto mais cedo a pessoa procura atendimento médico, maiores são as chances de cura”, informa.

Segundo Taís Peixoto, o vetor da leishmaniose é muito parecido com a dengue, porém com uma letalidade maior. “O mosquito pode picar qualquer pessoa, mas as chances maiores do desenvolvimento da doença estão naquelas com a imunidade baixa”, afirma.

DICAS PARA PREVENIR

A transmissão da leishmaniose acontece através do flebótomo (também conhecido como mosquito palha). Tanto homens, como animais estão suscetíveis à doença. Para afastar o mosquito transmissor da sua residência, mantenha seu quintal limpo: remova materiais orgânicos como folhas, restos de comida, frutos e fezes de animais. Também mantenha a vacina dos seus cães em dia.

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