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E agora, BRT? Quando o sistema irá funcionar?


Em junho de 2015, Ronaldo assina ordem de serviço e manda começar a construção do Terminal da Pampalona, que ainda não está pronto (vieram para o evento o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, o governador Rui Costa, o senador Otto Alencar e o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo).

Nada no orçamento das obras de mobilidade da prefeitura de Feira de Santana era mais caro complexo e demorado do que a construção das trincheiras nas avenidas João Durval e Maria Quitéria. Agora esta fase está superada, com a entrega na segunda-feira da trincheira que faltava (a primeira ficou pronta no segundo semestre de 2016).

Ao mesmo tempo, as estações para o BRT estão há muito tempo prontas e sem uso, nas avenidas Getúlio Vargas e João Durval.

O que falta então para o sistema funcionar? Muito, e talvez não o vejamos em operação ainda em 2018.

Na inauguração da trincheira da João Durval, conversei com o secretário de Planejamento, Carlos Brito, que desde o começo vem à frente do projeto. Ele explica que tem que terminar o tunnel liner, mas este já está com 80% das obras concluídas. É a drenagem pela qual a prefeitura retira a água do lencol freático da região das trincheiras e que vai desaguar no canal vizinho ao Centro de Abastecimento (e que por enquanto é jogada pelo caminho já que a drenagem ainda não alcança o destino final).

Também é preciso fazer os terminais. O da Pampalona foi onde ocorreu o pontapé inicial do BRT, em junho de 2015, lá se vão quase três anos. Está semi pronto, afirma Brito e será liberado para uso logo. Os outros dois, da Nóide Cerqueira e Ayrton Senna, não têm nada pronto, mas são obras rápidas, estima Brito, apontando que podem ser feitas em quatro meses.

É indispensável montar a central de controle operacional. Envolve equipamentos sofisticados de monitoramento, que vão permitir por exemplo sincronizar sinaleiras (promessa de campanha de 2012 de José Ronaldo). É um investimento de R$ 7 milhões, de acordo com Brito.

Ficando tudo isso pronto, há uma parte que depende de um entendimento com as empresas de ônibus, que serão responsáveis pelo investimento na compra dos ônibus articulados. São veículos mais caros, e é difícil imaginar as concessionárias investindo nele, já que tiveram brigas judiciais com o fabricante e confisco de veículos, por falta de pagamento dos ônibus adquiridos para entrar em Feira de Santana.

Impasse à vista, sem solução aparente a curto prazo.

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