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Falta de fiscalização contribuiu para naufrágio em Mar Grande, diz relatório


Após sete meses da tragédia que deixou 19 pessoas mortas em Mar Grande, o resultado da investigação do naufrágio da lancha Cavalo Marinho I, foi divulgado nesta segunda-feira, 19, pela Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT/BA). Segundo o órgão, diversos fatores contribuíram para a tragédia, principalmente prevenção e melhoria do sistema.

Nas análises dos auditores fiscais, além da lancha fazer o transporte de passageiros no convés inferior da embarcação (parte da cobertura de um lancha) com apenas uma via de escape, a embarcação também ficou prejudicada com a instalação do lastro de pedra, que contribuiu para o naufrágio.

Ainda segundo o relatório, as empresas concessionárias não disponibilizavam informações sobre as condições meteorológicas para os comandantes, sendo assim, ficava sob a responsabilidade destes buscar estas informações de fontes diversas e decidir se realizavam ou não a travessia.

Em relação aos equipamentos utilizados na travessia e ao ambiente de trabalho, os auditores relataram que a lancha Cavalo Marinho I, apesar de apta para realizar travessia em Área 1 – Interior, como a Baía de Todos os Santos, era uma lancha pequena, antiga (de 1973), com apenas um acesso para o convés inferior e não protegia os passageiros contra chuva e vento satisfatoriamente.

De acordo com a SRT, o relatório da investigação será encaminhado aos Órgãos competentes, a exemplo, da Agerba, Capitania dos Portos, Ministério Público Estadual para que possam dar o encaminhamento que acharem pertinente dentro das suas competências.

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