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Temer anuncia R$ 42 bi em crédito para segurança dos estados


O presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira (1º), em reunião com governadores no Palácio do Planalto, uma linha de financiamento de R$ 42 bilhões – a maior parte oferecida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) – para investimentos em segurança pública, como reequipamento das polícias estaduais.

Segundo o governo federal, a linha de crédito ficará à disposição de estados e municípios, e não poderá ser destinada a pagamento de pessoal, por exemplo.

De acordo com o colunista do G1 Valdo Cruz, a linha de financiamento do BNDES estará disponível por cinco anos e não exigirá aval do Tesouro Nacional. Outros tipos de garantias ainda serão fixados.

O financiamento só poderá ser utilizado com investimentos como a criação de sistemas de inteligência e programas de reequipamento das polícias, incluindo compra de armamento. O prazo para pagamento da dívida do financiamento será de oito anos, com dois anos de carência.

Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, participaram da reunião 16 governadores e sete vice-governadores, além do interventor na área de segurança no Rio, general Walter Braga Netto, de dez ministros e do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro.

Alguns dos presentes temem ter sido "usados" pelo Planalto, que quer mostrar resultados na área. A avaliação é que a proposta foi uma maneira de conter a pressão de governadores e senadores por um tratamento igual ao dado ao Rio de Janeiro, mas eles consideram que o repasse não resolve os grandes problemas dos estados, como o custeio e a manutenção de presídios.

A maior cobrança foi pela criação de um sistema unificado de segurança, para que União e estados dividam as responsabilidades e recursos para estancar a crise nacional de segurança.

Dos recursos anunciados por Temer para reaparelhamento das polícias nos estados, R$33 bilhões terão que ser buscados pelos governadores no BNDES. A previsão é de liberação de apenas R$5 bilhões para serem divididos entre os 27 estados em 2018. Esses recursos, no entanto, dependem da aprovação da diretoria do banco.

— Isso é nada diante dos graves problemas que enfrentamos. Nosso grande problema é custeio. Esse dinheiro dá para alguma coisa? Dá. Mas outro grande problema é a burocracia do BNDES para essa liberação. Eu esperava muito mais — lamentou um dos governadores presentes à reunião.

Outro governador afirmou que a reunião foi uma tentativa de evitar uma crise maior com os estados:

— Por conta da intervenção no Rio, nos últimos dias houve uma pressão grande de senadores de outros estados para ter tratamento igual. Ano passado o governo federal já deu uma dinheirama para o Rio. Como no PMDB só tem profissionais, resolveram chamar aqui os governadores para evitar uma crise maior com os estados. O receio é que sejamos usados só para uma foto de Temer com os governadores, para mostrar para a população que outros estados, além do Rio, vão ser atendidos — completou outro governador.

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