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  • Glauco Wanderley

Homem que ficou tetraplégico em cama elástica sai do hospital


Admilson Santos Santana, de 44 anos, ficou tetraplégico em 23 de abril de 2017, após fraturar a coluna enquanto brincava em um pula-pula, na cidade de Euclides da Cunha, onde morava. Nesses 10 meses, Admilson ficou internado no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), inicialmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e posteriormente na Estabilização, de onde teve alta domiciliar na manhã desta segunda-feira, 26 de fevereiro.

“Posso dizer que hoje é um dos dias mais felizes dos últimos meses. Meu esposo está na melhor fase, respira sem a ajuda de aparelhos. Ele está muito feliz. Sempre tive fé de que ele iria voltar para casa, conviver conosco, fora do hospital, com nossa filha, isso só Deus faz", comemorou Maria Márcia do Conselho Santos, esposa do vaqueiro Admilson Santos Santana, 44 anos.

Muito emocionado, com um sorriso no rosto e um semblante de satisfação, foi dessa forma que Admilson saiu da Estabilização do HGCA e foi surpreendido pela comemoração promovida pelo Grupo de Trabalho Humanizado (GTH/HGCA), em parceria com o grupo Curarte, grupo musical formado por artistas de Feira de Santana. Eles levaram música, alegria, balões e mensagens de otimismo para festejar a volta do paciente para casa. Segundo Dra. Renata Nunes, médica intensivista, durante o período de internamento Admilson sofreu mais de 20 paradas cardiorrespiratórias, teve momentos de respirar somente com a ajuda de aparelhos, e agora o quadro clínico se estabilizou. “Estamos muito felizes com a saída dele aqui do hospital, entendemos que o proposito da desospitalização destes pacientes que passam longa permanência no hospital é justamente este, permitir que eles voltem ao seio de suas famílias, que não sejam moradores do hospital, pois unidade hospitalar não é lugar para se morar, é lugar para ser assistido e voltar para casa, para continuar sua vida”, afirmou Dra. Renata. A lesão sofrida por Admilson foi muito grave. O quadro dele é irreversível. Admilson ficou tetraplégico, ou seja, não tem nenhuma movimentação ativa abaixo dos ombros. O fisioterapeuta da UTI/Estabilização, Vinicius da Silva, que acompanhou o paciente desde o momento de sua admissão, disse que a Fisioterapia no contexto da desospitalização tem o papel de intervir na mobilização do paciente no leito e fora do leito, garantindo o mais alto nível funcional possível. “A Fisioterapia neste caso atuou bastante na parte respiratória, no processo de “desmame” do ventilador mecânico. Capacitamos durante este tempo a autonomia do paciente para respirar em ar ambiente sem auxilio de máquinas”, informou Vinicius.

O Programa de Assistência Domiciliar do Governo do Estado, gerenciado pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), irá acompanhar o paciente. Uma equipe formada por 11 profissionais (médico, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudiólogo, assistente social e técnicos de enfermagem) dará todo o suporte necessário ao paciente em casa pelo tempo que for necessário.

O acidente

O acidente de Admilson foi divulgado pela imprensa baiana e até nacional, através do programa da rede Globo Bem Estar, que usou o caso dele como exemplo para matérias sobre o risco de acidentes em cama elástica. O momento do acidente do vaqueiro foi filmado pela família. Nas imagens, Admilson estava no pula-pula, quando tenta dar uma cambalhota, cai com a cabeça para baixo e sofre fraturas na coluna. Ele já cai no pula-pula paralisado. O acidente foi durante a comemoração do aniversario de 1 ano da filha do vaqueiro.

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