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  • Glauco Wanderley

Internos do Zilda Arns fazem agentes reféns durante rebelião


Vinte e quatro internos de um dos alojamentos da Comunidade de Acolhimento Sócio Educativa Zilda Arns (Case), em Feira de Santana, se rebelaram por cerca de uma hora na manhã desta segunda-feira (11).

De acordo com o diretor do Sindicato dos Agentes Disciplinadores e Socioeducadores (Sindap), Zito Santos, eles fizeram dois agentes reféns, mas a situação foi controlada com a chegada da Polícia Militar.

Segundo ele, o atraso na alimentação motivou o motim. “Já foi devidamente controlado e já está tudo apascentado. Por conta da falta de energia, atrasou a alimentação, segundo informações que estou colhendo, e o refeitório teve que dá uma parada para arrumar. Por conta disso se rebelaram”, disse.

Ninguém ficou ferido. Os adolescentes subiram na laje e danificaram alguns equipamentos.

Segundo o sindicalista, o número de socioeducadores no Case é muito abaixo do ideal e por conta disso há um esforço muito grande dos agentes para manter a ordem. Há cerca de um mês um interno conseguiu fugir.

“O efetivo está muito abaixo do indicado pelo Estatuto da criança e do Adolescente. Para cada adolescente deveria ter um socioeducador. Eles são perigosos, têm consciência dos direitos deles, mas de forma nenhuma reconhecem os deveres e se aproveitam de qualquer oportunidade para fazer esse tipo de movimento. Nossos companheiros se desdobram, cumprem com rigor as atribuições que lhes são delegadas, mas o baixo efetivo dificulta na fundamental manutenção da ordem na unidade”, ressaltou.

Nota de esclarecimento

A Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) vem, por meio desta, esclarecer os fatos relativos à manifestação de adolescentes ocorrida hoje (11), por volta das 11h, na Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) Zilda Arns, localizada no município de Feira de Santana.

Segundo relatório da gerência da unidade, 24 adolescentes, de um dos alojamentos da unidade, fizeram reivindicações que não podem ser atendidas, por ferirem o regimento interno da unidade e as normas e procedimentos padronizados de funcionamento das unidades de cumprimento de medida socioeducativa da Fundac.

Dentre as reivindicações não atendidas estavam pedidos de alimentação e roupas trazidas por visitantes, cortes de cabelo que os identifique como integrantes de grupos específicos e ausência de revista em familiares e visitantes.

O não atendimento das reivindicações gerou protesto dos adolescentes, que subiram no telhado do alojamento, mas foram contidos pelos colaboradores da unidade. Não houve atos violentos, reféns ou feridos. A Polícia Militar, que atua no posto avançado, localizado na entrada da unidade, foi acionada para mediar o conflito, que durou cerca de uma hora.

Esclarece-se que a unidade manteve seu funcionamento normal e que, em casos como este, e com a constatação de danos ao patrimônio da unidade, a Fundac utiliza como procedimento padrão a criação de uma comissão interna para apurar o incidente e tomar todas as providências administrativas cabíveis, além de implantar outras medidas preventivas que visem inibir tais ocorrências.

Fonte: Acorda Cidade

Foto: Ed Santos

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