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Manuela D´Ávila nega ser alternativa a Lula


Pré-candidata do PCdoB à presidência da República, a deputada federal Manuela D´Ávila (RS) disse, nesta segunda-feira, 4, em Salvador, que não se coloca como um plano B à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas que a sua candidatura se propõe a construir uma “frente ampla popular” para discutir um projeto de desenvolvimento e tirar o país da crise.

Mesmo sem admitir abertamente, a pré-candidata comunista não descarta que a sua candidatura possa vir a ser um fator aglutinador de partidos de centro-esquerda. Além de Manuela, também disputam no campo progressista o ex-presidente Lula – que pode ficar de fora da eleição por ser réu em processo por lavagem de dinheiro e corrupção passiva – e Ciro Gomes (PDT).

Indagada se a fragmentação desse campo em várias candidaturas seria uma estratégia para frear o avanço de nomes de centro-direita na corrida sucessória, a candidata disse que não há essa pretensão. Porém, admitiu que esse resultado possa ser alcançado a partir de um debate mais aprofundado da conjuntura ao longo do processo eleitoral.

“Tenho a expectativa que em 2018 a gente consiga, sempre tendo clareza do que cada um construiu no seu passado, porque ninguém chega aqui a troco de nada, projetarmos um futuro para o Brasil. Se nós perdermos o tempo do processo eleitoral com aquelas candidaturas que semeiam o ódio e o medo para colher votos, nos perderemos a chance de fazer esse debate”, afirmou a parlamentar.

O PCdoB esteve ao lado do PT nos governos Lula e Dilma Rousseff e pretende manter essa parceria. Se Lula prestigiou o Congresso do PC do B, em novembro, quando afirmou que a candidatura de Manuela D’Ávila pode ser “esse caminho do meio”, nesta segunda foi a vez da pré-candidata comunista reforçar os laços com os parceiros petistas.

Antes de participar no final da tarde do “Encontro com Manu”, no Sheraton Hotel da Bahia, quando expôs a militantes e simpatizantes suas propostas, Manuela almoçou com o governador Rui Costa e com o ex-ministro e secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner.

Participaram do repasto a bancadas federal e estadual do PCdoB, secretários que integram o governo do petista, além do presidente e estadual da sigla, deputado federal Davidson Magalhães, e o ex-deputado federal Haroldo Lima, membro histórico da direção nacional do PCdoB.

“Nosso palanque aqui (na Bahia) é o palanque do governador (Rui). O governador terá muitos candidatos a presidente. Que bom que há uma unidade tão grande em torno das mudanças que ele constrói na Bahia”, afirmou a pré-candidata.

A ideia de construir um “multipalanque” na corrida presidencial no estado, como definiu o presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães, teria sido bem recebida por Rui, que é candidato à reeleição em 2018, e Wagner, candidato a vaga no Senado.

“Lula levantou a possibilidade de ter um único palanque com várias candidaturas. O palanque é, na verdade, o simbólico dessa frente progressista como ocorreu no processo de redemocratização do Brasil”, lembrou Magalhães.

Fonte: A Tarde

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