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11,1% dos bebês nascidos no Hospital da Mulher são prematuros


Segundo inquérito nacional sobre partos e nascimento elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), anualmente nascem no mundo mais de 15 milhões de bebês prematuros e, no Brasil, estes perfazem o percentual de 12,4% dos recém-nascidos - quase duas vezes superior à observada nos países europeus - o que faz do país o 10º no ranking de nascimentos prematuros.

Gestação na adolescência, falta de cuidados pré-natais, tabagismo e a desinformação são alguns dos desencadeadores da prematuridade no Brasil, segundo aponta estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). A cada 30 segundos um bebê morre em consequência do nascimento antecipado.

A estatística da Fundação Hospitalar de Feira de Santana revela números equivalentes à média nacional: no Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, dos 4.472 partos realizados de janeiro a agosto deste ano, entre normal ou cesáreo, 11,1% foram de bebês nascidos prematuramente.

Durante esta semana, a unidade hospitalar promove uma programação especial voltada para evidenciar a importância da assistência médica adequada aos bebês, e a prevenção do parto prematuro quando possível, a partir de um pré-natal completo, além de aumentar a visibilidade sobre o assunto ao desmistificar o fato de que prematuros tenham qualquer tipo de complicação durante seu desenvolvimento e crescimento.

Segundo a presidente da FHFS, Gilberte Lucas, oficinas de sensibilização ao uso do método Canguru (Baby Sling), de produção de sentidos, executados por estudantes estagiários do hospital, oficinas de confecção da flor de “luz” e de massagem Shantala, com profissional de fisioterapia, no Método Canguru, uma minipalestra com o tema “olhar sobre a prematuridade”, realizado na Casa da Puérpera, e roda de conversa com relato de mães de prematuros preenchem o leque de atividades na Semana da Prematuridade HIPS 2017 ou Novembro Roxo.

Estatística

Ainda, segundo a pesquisa da Fiocruz, a prematuridade espontânea corresponde a 58% dos casos e a terapêutica (provocada por intervenção médica) é de 41%. Quase todos (90%) ocorreram por cesariana sem trabalho de parto. Nos países desenvolvidos, a taxa é de 30%.

Este ano, o número de recém-nascidos naturalmente no Hospital da Mulher superou o quantitativo por cesariana, totalizando 2.387 bebês. Em todos os meses, a média (300 partos) da quantidade de mães que foram submetidas ao parto normal é superior à terapêutica cesariana anteparto.

Paradoxalmente, as regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) são as que apresentam os maiores percentuais de prematuridade (12% e 12,5%, respectivamente), seguidos pela Região Centro-Oeste (11,5%), Nordeste (10,9%) e Norte (10,8%).

Um fator que chama atenção no estudo da UNICEF Brasil é como a cor de pele e a etnia influenciam na prevalência da prematuridade. As mulheres indígenas apresentam o maior percentual, de 8,1%. As mulheres de pele branca respondem pelo percentual de 7,8%, seguida pelas mulheres de pele negra (7,7%), parda (7,1%) e amarela (6,3%).

Outro fator que também pode influenciar nos partos prematuros é a idade da mãe. A maior prevalência nesse quesito foi encontrada entre as gestantes abaixo dos 15 anos de idade, respondendo com uma prevalência de 10,8% contra a menor taxa encontrada, 6,7%, entre as mulheres na faixa dos 20 aos 34 anos.

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